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Vítimas da violência no lar, a mulher muitas tem receio de recorrer a família ou ao poder público pelo temor do que o agressor possa fazer. Esse receio torna-se ainda mais crítico diante de uma realidade onde o serviço especializado de atendimentos a essas pessoas é escasso no Ceará. Segundo dados de 2018 do IBGE, dos 184 municípios do estado, apenas 38 possuem amparo adequado.

Na região Nordeste, três estados convivem com uma situação pior que a do Ceará no que se refere aos serviços. São eles: Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba, nos quais a distribuição dos serviços é garantida em menos de 18% das cidades. Por outro lado, em 15 estados brasileiros, segundo o estudo, a distribuição dos serviços especializados de enfrentamento à violência contra mulheres supera a proporção do Ceará.

O levantamento do IBGE aponta que o Estado conta, dentre outros, com centros de referência, juizados ou varas especializadas de violência doméstica e familiar contra a mulher, promotorias e, pelo menos, uma casa-abrigo (locais para onde mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica são encaminhadas para que possam residir) localizada em Fortaleza e uma Casa da Mulher Brasileira (centro de atendimento que abriga diversos serviços de proteção e denúncia), também na Capital.

Em relação aos serviços destinados ao atendimento de vítimas de violências específicas, como os crimes sexuais, a situação do Estado é ainda mais preocupante. Das 184 cidades, menos de 10% contam com equipamentos que amparem a população do gênero feminino. Outra evidência é a quantidade de Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres. Atualmente, com 10 equipamentos do tipo, o Ceará acumula um déficit de outras 17 unidades dessa natureza.

 

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