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Nos últimos anos, especialistas em imunização e vigilância em saúde vêm alertando sobre a queda progressiva da cobertura vacinal no Brasil, cenário agravado pela pandemia. Em função disso, a Fiocruz e o Ministério da Saúde lançaram, nesta segunda-feira (13), o projeto Reconquista das Altas Coberturas Vacinais.

O projeto estabelece uma rede de colaboração envolvendo atores nacionais e internacionais dos setores governamental, não governamental e privado, em torno da melhoria da cobertura vacinal brasileira. Um protocolo de intenções foi assinado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde.

De acordo com o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, “retomar as altas coberturas vacinais é evitar óbitos decorrentes de doenças para as quais já existem vacinas, como ocorreu nos últimos anos com a febre amarela e o sarampo. É otimizar o atendimento hospitalar, liberando leitos que são ocupados por doentes infectados, por exemplo, pela influenza – como ocorre agora no Grande Rio. É também dar previsibilidade à demanda por vacinas, garantindo o abastecimento necessário ao PNI. Demos respostas e realizamos entregas recordes nestes surtos recentes, mas muitas vidas perdidas, os dramas familiares e os custos de hospitalização no SUS poderiam ter sido evitados com a vacinação”.

Os objetivos do projeto são: organizar informações existentes sobre as causas das baixas coberturas vacinais, no período entre 2015 e 2021, primeiramente em 16 municípios do Amapá (AP) e 25 municípios da Paraíba (PB); elaborar, em conjunto com estados e municípios, um plano de ação operacional de imunizações até 2025; apoiar a buscas de soluções para gargalos e dificuldades das condições locais; acompanhar e monitorar a execução dos planos municipais e fortalecimento do intercâmbio das melhores práticas entre os estados e municípios; fortalecer a integração de dados e do sistema de informação e comunicação entre Coordenação Nacional, Coordenações Estaduais e Coordenações Municipais de imunizações; propor planos de ação para disseminação da metodologia em todo país; e garantir a sustentabilidade das ações de imunizações dos municípios, partindo da premissa de priorização política e financiamento adequado.

Até março de 2022 estão previstas a conclusão do primeiro resultado almejado: a elaboração dos planos de ação do Amapá e da Paraíba.

(*) Com informações O Globo

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