Após cirurgia no pâncreas, Tony Bellotto revela sequelas e luta para voltar aos palcos

Quase um ano após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor no pâncreas, o guitarrista dos Titãs, Tony Bellotto, de 65 anos, revelou que enfrentou sequelas físicas e emocionais que chegaram a colocar em risco sua continuidade nos palcos.

Durante o tratamento, o músico passou a sentir formigamento e perda de sensibilidade nas mãos, especialmente na direita, o que afetou diretamente sua capacidade de tocar guitarra.

“Chegou a bater um desespero”, relatou Tony em entrevista à revista Esquire, ao lembrar das dificuldades para segurar a palheta e manter o desempenho nos shows.

Apesar das limitações, o artista encontrou uma alternativa para continuar tocando: passou a usar palhetas adaptadas, encaixadas no dedo, comuns entre músicos de chorinho, o que permitiu superar o problema.

Determinando a não se afastar da música, Tony retornou aos palcos apenas três meses após a cirurgia, durante a abertura do Rio Gastronomia. Na ocasião, destacou o papel essencial da música em sua vida:

— “Minha vida é no palco, lá eu me expresso e me realizo”, afirmou.

Agora, recuperado e novamente em atividade, o guitarrista se prepara para uma grande turnê dos Titãs, que celebra os 40 anos do álbum Cabeça de Dinossauro. A estreia está marcada para o dia 28 de março, em São Paulo, com apresentações também em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.

A trajetória recente de Tony Bellotto evidencia não apenas os desafios da doença, mas também a resiliência de um artista que se reinventou para continuar fazendo música.