Após decisão da ANEEL em abrir processo de encerramento da concessão em SP, Enel enfrenta ainda vez mais pressões; no Ceará, empresa enfrenta contratempos

Cercada por reclamações de consumidores e sob forte pressão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Enel ficou de fora da lista do Ministério de Minas e Energia (MME) com as distribuidoras autorizadas a renovar seus contratos de concessão.

O repórter Sátiro Sales faz um relato, no Jornal Alerta Geral, sobre a decisão publicada no Diário Oficial da União que contempla 14 concessionárias, entre elas empresas da CPFL, Energisa, Neoenergia, EDP e a Light, cujos contratos vencem até 2031.

Sátiro Sales

As operações da Enel em São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro não foram incluídas na relação, mesmo com recomendações técnicas, em alguns casos, favoráveis à renovação.

A ausência ocorre em meio a um cenário de desgaste da empresa, marcado por falhas na prestação de serviços e investigações em curso. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) apura suspeitas de manipulação de indicadores de qualidade. Já em São Paulo, a concessionária enfrenta um processo na Aneel que pode levar até à cassação da concessão.

Os contratos seguem vigentes: a Enel Rio até dezembro de 2026, a Enel São Paulo até junho de 2028 e a Enel Ceará até maio de 2028.

Paralelamente, a companhia também se tornou alvo de interesse de grupos econômicos, que avaliam a possibilidade de aquisição das operações no Brasil. Nos bastidores, a leitura é de que uma eventual venda poderia facilitar a renovação das concessões, dependendo da nova configuração societária e da avaliação do governo federal.