Após decisão de Moraes de não prender Bolsonaro, ex-presidente chora durante culto

Foto: Wilton Junior/Estadão

Nesta quinta-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico localizado na Igreja Catedral da Benção, em Taguatinga- DF.Ele se emocionou e chorou, ajoelhando-se e expressando sua fé durante a cerimônia religiosa acompanhado do senador Magno Malta (PL-ES).

A ida de Bolsonaro à Igreja ocorre em meio a restrições de liberdade impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e limitações em sua comunicação e deslocamento.

Também durante a manhã, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, reiterou que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que, as redes sociais do investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO foram utilizadas à favor de JAIR MESSIAS BOLSONARO dentro do ilícito modus operandi já descrito”.

No entanto, Moraes afirmou que a violação foi “isolada”, sem notícias de outros descumprimentos. Ele também disse ter levado em consideração as explicações da defesa de Bolsonaro. Os advogados negaram qualquer intenção do ex-presidente de violar medidas cautelares e afirmou que ele “vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas”. Ele advertiu, contudo, que “se houver novo descumprimento, a conversão será imediata” das cautelares em prisão preventiva. 

Moraes destacou que Bolsonaro não está proibido de conceder entrevistas ou fazer discursos, desde que respeite os horários estabelecidos nas medidas restritivas.

O ministro justificou a possibilidade de prisão preventiva, afirmando que permitir a divulgação de condutas ilícitas por meio de redes sociais de terceiros seria “ilógico e razoável”.Atualmente, ele está impedido de deixar Brasília e deve permanecer em casa entre 19h e 6h. A tornozeleira eletrônica, que começou a usar na última sexta-feira (18), monitora seus deslocamentos. Além disso, ele não pode se aproximar de embaixadas, devido a suspeitas de que poderia tentar se refugiar em outro país para escapar de possíveis penas relacionadas ao processo judicial que enfrenta no STF.

Com informações da Agência Brasil