O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor foi preso, na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió. A prisão, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, aconteceu quando Collor, de acordo com a sua assessoria jurídica, se preparava para viajar a Brasília, onde se entregaria à Polícia Federal.
“O ex-presidente Fernando Collor de Mello encontra-se custodiado, no momento, na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana. São estas as informações que temos até o momento”, antecipou o advogado criminalista Marcelo Bessa, em texto publicado pelo Jornal o Globo.
EX-PRESIDENTES PRESOS; PREOCUPAÇÃO ENTRE BOLSONARISTAS
Collor de Mello é o terceiro ex-presidente da República preso nos últimos oito anos: primeiro, em 2017, foi o ex-presidente Lula, e, em 2019, o ex-presidente Michel Temer. Todas as prisões tiveram relação com a chamada Operação Lava Jato.
As prisões deixam apreensão entre aliados mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro que foi indiciado no inquérito por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro continua internada para recuperação de uma cirurgia no intestino e acompanha a tramitação do processo no STF.
RECURSOS ESGOTADOS
A prisão de Collor de Mello foi determinada na noite dessa quinta-feira (24), após se esgotarem todos os recursos no processo no qual o ex-presidente foi condenado a oito anos e dez meses, em regime inicial fechado, por participar de um esquema de corrupção na BR Distribuidora, descoberto pela Operação Lava-Jato.
De acordo com a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, Collor, com a ajuda dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, recebeu R$ 20 milhões para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis.
