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O Partido dos Trabalhadores (PT) não terá um candidato próprio ao Senado nas eleições deste ano. Em votação, 200 dos 270 delegados da base do partido decidiram não indicar um nome para a disputa pelo Senado Federal. A decisão ocorreu durante o Encontro de Tática Eleitoral do partido, ocorrido nesta sábado, 28, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza.

Com isso, o PT estadual vai apoiar o candidato do PDT ao Senado, o ex-governador Cid Gomes. Cid ainda não confirmou que será candidato, mas aliados já dão como certa a candidatura do pedetista. A decisão do PT pode beneficiar também a reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB), presidente do Congresso Nacional. Eunício se aproximou da gestão do governador Camilo Santana (PT), com quem mantém uma parceria administrativa desde 2016. Em 2014, os dois estão de lados opostos na disputa pelo Governo do Estado.

Presidente estadual do PT, Moisés Braz disse que a decisão – de o partido não ter candidato ao Senado – já era esperada. O presidente do diretório estadual do partido disse, porém, que o PT não irá se coligar com o MDB, o que alimenta a tese de um apoio informal de Camilo à reeleição de Eunício. “O PT não vai fazer coligação com o MDB. Isso ficou muito claro. (O MDB) tem todo direito de indicar seu senador. Claro, se os militantes do PT e o próprio governador quiser apoiar, não vamos vetar isso. Agora, uma coisa está clara, não iremos fazer qualquer coligação com o MDB nessa eleição”, disse.

O deputado federal José Guimarães, que esteve presente no encontro deste sábado, destacou que o PT saiu unido em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e de Camilo Santana ao Governo do Estado. “O PT sai muito unido em todo da nossa centralidade, que é Lula e Camilo. Tudo mais é presidido por essa centralidade. Então, sai um PT forte, com ampla chances, aqui no Ceará, de eleger o Camilo no primeiro turno”, destacou o parlamentar.

José Guimarães não descartou a possibilidade de uma chapa pura do PT na eleição proporcional (deputados estaduais e federais), mas lembrou que a possibilidade de fazer coligações com outros partidos será debatida na próxima semana, “entre segunda e quinta-feira”. O deputado ainda lembrou que o PT vai continuar mantendo um diálogo constante com o governador Camilo Santana, que trabalha nos bastidores para que o PT não saia isolado nem na disputa majoritária (Governo do Estado e Senado) nem na proporcional.

Alguns integrantes do PT estadual acreditavam que o senador José Pimentel sairia candidato à reeleição. É o caso do deputado estadual, Elmano de Freitas. “Saímos com unidade em relação a candidatura do Lula, mas acho que estamos cometendo um erro na decisão de não ter candidatura ao Senado. Mas agora vamos construir a unidade do partido e fazer a campanha do Lula e do Camilo”, disse Elmano. O deputado estadual, um dos mais confiantes na candidatura de Pimentel ao Senado antes da votação, ressaltou que não vai votar em um candidato ao Senado com quem não tem tenha afinidade político-ideológica. “Eu, pessoalmente, vou buscar um nome do campo da esquerda, porque eu não vou votar em um nome que não tenha uma afinidade político-ideológica com o projeto que nós defendemos”, afirmou Elmano.

O senador José Pimentel lamentou a decisão de o PT não lançar candidato próprio ao Senado, argumentando que ela enfraquece a provável campanha de Lula à Presidência da República (confira na íntegra a nota assinada pelo senador José Pimentel ao final desta publicação).

Camilo diz que vai apoiar candidato do PT 

O governador Camilo Santana (PT), que também esteve na reunião, reforçou neste sábado que vai apoiar o candidato do PT à Presidência da República, independente se ele for Lula ou outro nome. Em discurso aos aliados, Camilo chamou o ex-presidente de “maior líder político brasileiro”.

Antes de discursar, Camilo ainda revelou a imprensa que seu apoio à reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB) é uma “tendência natural” e destacou a importância de outras legendas em sua base aliada.

 

 

 

Mais cedo

O Encontro de Tática Eleitoral do PT começou por volta das 9h deste sábado. O encontro, que antecede a convenção estadual do partido – marcada para o próximo domingo, 5 de agosto, e que vai homologar as candidaturas e coligações  – reúniu desde cedo centenas de apoiadores do partido, além de políticos, como o vereador de Fortaleza. Guilherme Sampaio, os deputados estaduais Acrísio Sena e Elmano de Freitas, os deputado federais José Guimarães e Luizianne Lins, o senador José Pimentel, além do governador Camilo Santana e alguns prefeitos de municípios do Ceará.

Ao todo, 300 delegados estavam aptos a votar, mas 270 compareceram ao evento. A unanimidade entre eles era a reeleição do governador Camilo Santana e a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.

Abaixo mais fotos do Encontro de Tática Eleitoral do PT:

Confira na íntegra a nota do senador José Pimentel após a decisão do PT de não lançar candidato ao Senado:

“O Partido dos Trabalhadores do Ceará decidiu abrir mão de disputar uma vaga para o Senado Federal nas eleições de 2018. A decisão de liberar a vaga para as articulações políticas do governador Camilo Santana foi tomada, por maioria, dos delegados e delegadas presentes no Encontro de Tática Eleitoral, realizado em 28/7, em Fortaleza. A resolução confirma, ainda, que priorizará a candidatura à reeleição do governador Camilo Santana e a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.
Como senador da República, eleito em 2010 com 2.397.851 votos, agradeço às famílias cearenses que me honraram com cinco mandatos parlamentares, sendo 16 anos como deputado federal e oito anos como senador da República. Período em que pude construir, articular e defender várias conquistas, como o ganho real do salário-mínimo, o Bolsa-Família, o Minha Casa Minha Vida, o programa Mais Médicos, além da expansão das universidades, das escolas técnicas, das creches e pré-escolas, do Ciência sem Fronteiras, do Fies e ProUni.
Pude também trabalhar pelo fortalecimento da agricultura familiar, das micro e pequenas empresas, da saúde pública (SUS) e pela melhoria dos serviços da Previdência Social – quando exerci o cargo de ministro da Previdência no governo Lula. Dentre muitas outras decisões que foram fundamentais para tantos brasileiros e brasileiras.
Lamento muito a decisão do meu partido de abrir mão de disputar uma das duas vagas ao Senado Federal. Entendo que ela enfraquece a campanha Lula Presidente no Ceará e possibilita o fortalecimento dos setores que hoje atacam as conquistas sociais, retirando direitos de quem mais precisa. As consequências dessa decisão serão históricas e percebidas a partir de 2019.
Continuarei na luta por uma sociedade mais justa, por um Brasil e um Ceará com desenvolvimento e inclusão social, com mais emprego e renda para a maioria do nosso povo.
Sou muito grato a todos que me acompanham nessa caminhada.
Senador José Pimentel
28/7/2018″
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