A cantora Lexa, de 30 anos, revelou nas redes sociais que enfrentou queda de cabelo após utilizar uma caneta emagrecedora. Em comentário publicado no Instagram, ela contou que aplicou apenas uma dose do medicamento e percebeu a perda dos fios na parte frontal da cabeça.
“Usei uma única vez 1 ml. Minha frente do cabelo caiu”, relatou a artista, em tom bem-humorado. Segundo Lexa, foi necessário realizar tratamento capilar para recuperar a área afetada. “Monjaro é mara, mas não é para todo mundo. Nunca mais tomei”, completou.
Embora a queda de cabelo seja considerada um efeito raro, especialistas explicam que o problema pode estar relacionado à perda rápida de peso associada a deficiência nutricional. Esse quadro pode desencadear o chamado eflúvio telógeno, uma condição temporária caracterizada pela queda acentuada dos fios.
Durante participação no Jornal Alerta Geral, em conversa com o jornalista Luzenor de Oliveira, a médica nutróloga Karla Raissa reforçou os riscos do uso dessas medicações sem orientação profissional. Segundo ela, a automedicação e a busca por resultados rápidos, muitas vezes influenciadas pelas redes sociais, podem trazer prejuízos importantes à saúde.
Os efeitos adversos mais comuns dos análogos de GLP-1 — classe à qual pertence o Mounjaro — são de ordem gastrointestinal, como náuseas, vômitos e diarreia. Em geral, são leves a moderados e tendem a ser passageiros, mas exigem acompanhamento médico.
O medicamento atua simulando os hormônios GLP-1 e GIP, que aumentam a sensação de saciedade e reduzem a velocidade da digestão, levando à diminuição do apetite e, consequentemente, à perda de peso. No pâncreas, também estimula a produção de insulina, razão pela qual é indicado no tratamento da diabetes tipo 2.
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