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A arrecadação de impostos e contribuições federais somou, em julho, R$ 129,6 bilhões, informou nesta quinta-feira a Receita Federal. O número representa uma alta real (já descontada a inflação) de 12,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse foi o maior valor arrecadado para meses de julho desde 2011.
Entre janeiro e julho, a arrecadação soma R$ 843,8 bilhões, alta real de 7,7% na comparação com os sete primeiros meses de 2017 — melhor resultado desde 2014 no acumulado do ano.
Além disso, segundo a Receita, julho foi o nono mês consecutivo em que a arrecadação federal teve crescimento real frente ao mesmo período do ano anterior. A última queda, neste caso, foi em outubro do ano passado, mas o resultado foi influenciado pela receita extra com a chamada “repatriação”, em outubro de 2016.
Uma parte da alta na arrecadação tem relação com fatores extraordinários, entre eles a arrecadação com Refis (parcelamento de dívidas) e o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis, que começou a vigorar no segundo semestre do ano passado, afetando a comparação mensal.
A Receita destacou ainda que os principais indicadores da economia que possuem impacto na arrecadação também tiveram crescimento: consumo, produção industrial e importações. A arrecadação de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ligada ao lucro das empresas não financeiras, cresceu 28% em relação a julho de 2017. Nesse caso, também houve reduções de compensações tributárias.
O Imposto de Importação teve alta de 36% e a arrecadação com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve aumento de 12,38%.
As receitas com royalties do petróleo também têm contribuído para a expansão dos valores arrecadados. Em julho deste ano, essa arrecadação somou R$ 10,8 bilhões, com crescimento real de 103,95% contra o mesmo mês do ano passado. Esse crescimento está ligado à alta do preço do petróleo no mercado internacional e da alta do dólar.
O chefe do centro de estudos tributários e aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, explicou que, além da arrecadação extraordinária, pesou no resultado a recuperação na economia. Ele considera que o início oficial da campanha eleitoral “afasta a incerteza”.
— O processo que antecede as eleições interfere nas decisões dos consumidores e das empresas. Nós temos nossos tributos vinculados ao consumo. Se as empresas se lançam mais para produzir, isso reflete na arrecadação. E o início do processo político afasta a incerteza. Você tinha um nível de incerteza, que foi diminuído. A economia parece que está descolada desse movimento, à exceção do mercado financeiro — disse Malaquias.
Com informações O Globo