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A chegada do trem tem mudado definitivamente o cenário e a vida de muitas comunidades em Fortaleza. Não é só mais uma opção de transporte, mas é também uma melhoria na infraestrutura das áreas do entorno, que passaram a ser urbanizadas, contando com ruas pavimentadas e pracinhas. Para deixar tudo ainda mais bonito, por que não colorir os grandes muros sem vida que surgem no caminho?

Foi o que a Secretaria da Infraestrutura do Ceará decidiu fazer em vários trechos do VLT Parangaba-Mucuripe e do metrô. Aos poucos, painéis artísticos e coloridos encantam os passageiros e, principalmente, os moradores das comunidades próximas às estações.

A arte é do cearense Wesley Rocha, um dos artistas visuais mais renomados do Brasil. Levando em conta as características de cada lugar, Wesley escolhe desenhos ricos em cores. Perto da Estação Padre Cícero, da Linha Sul do metrô, o homenageado Padre Cícero divide a cena com uma índia; já no São João do Tauape, as novas praças, ao lado da estação do VLT, ganharam a beleza da índia Iracema em meio a natureza, além de uma ilustração de um morador querido na comunidade.

No Mucuripe, as margens dos trilhos já receberam imagens do fundo do mar e a icônica homenagem ao mestre Jerônimo, um pescador que fez história no bairro.

“Tem um valor de resgate, principalmente para essa comunidade que nasceu aqui, uma vila de pescadores. Aos poucos, com a chegada do trem, isso trouxe um pouco mais de evolução na área. É muito importante, para mim, ver a arte urbana chegando nesses lugares, trazendo um pouco mais de cores. É muito prazeroso pintar em lugares assim”, conta Wesley.

O Secretário Executivo de Logística Intermodal e Obras da Seinfra, André Pierre, idealizador do projeto, comemora o sucesso dos painéis na cidade.

“Essa arte tem chegado às comunidades, embelezando o que antes era só um muro branco ou de tijolo. Ela entra na rotina de quem passa todos os dias no local e faz com que os moradores se apropriem disso. E aqui no Mucuripe nós ainda temos uma área gigantesca para futuros painéis. A nossa expectativa é desenvolver oficinas na comunidade para que os próprios moradores possam contribuir com essa realidade”, explica.

 

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