A concessão de prisão domiciliar por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi resultado de uma intensa movimentação de bastidores que envolveu familiares, aliados políticos e interlocuções diretas com a Corte.
Internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro apresentou um quadro clínico delicado, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana, o que ampliou a pressão por uma medida humanitária. A situação de saúde passou a ser o principal argumento utilizado nas articulações para garantir a transferência do ex-presidente para casa.
ARTICULAÇÃO DE TARCÍSIO
O senador Flávio Bolsonaro e o advogado Paulo Cunha Bueno estiveram com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, para reforçar o pedido. Paralelamente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também tratou do tema em conversas com ministros do STF, ampliando o peso político da demanda.
A ofensiva ganhou força com a atuação direta da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que levou ao Supremo relatos sobre a necessidade de acompanhamento contínuo do ex-presidente, especialmente durante o sono, diante do risco de complicações clínicas.
INTERNAÇÃO
Diante de argumentos e ponderações, Moraes solicitou informações atualizadas ao hospital, em processo sigiloso, e recebeu relatórios médicos que confirmaram a gravidade do quadro, consolidando o cenário que embasou a decisão.
Com a autorização, Bolsonaro cumprirá a domiciliar em sua residência, sob condições restritivas. O ministro determinou limitação de visitas por 90 dias, com exceção de familiares próximos, advogados e equipe médica, para garantir um ambiente controlado e reduzir riscos de infecção.
