Articulações para 2026 se intensificam e aumentam expectativas sobre chapas governista e de oposição no Ceará

Há poucos dias, para abertura do prazo das convenções partidárias destinadas à oficialização de candidaturas, lideranças dos partidos que integram a base aliada ao Palácio da Abolição intensificam as negociações para definir a composição da chapa majoritária que disputará o governo do Estado e as duas vagas ao Senado.

Até o momento, a única definição é a pré-candidatura à eleição do governador Elmano de Freitas, do PT. A montagem da chapa é conduzida pelo senador Camilo Santana, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conta com a participação direta do próprio governador.

O repórter Carlos Silva comenta sobre as articulações para as chapas governistas no Ceará.

Carlos Silva

Também integram as negociações o presidente estadual dos republicanos, Chiquinho Feitosa, o presidente do PSD no Ceará, Domingos Filho, e o senador Cid Gomes, do PSB. Um dos principais impasses envolve justamente a disputa pelas vagas ao Senado. Camilo Santana e Helmano de Freitas têm reiterado o convite para que Cid Gomes concorra à reeleição, mas o senador continua resistente à ideia.

Cid defende a pré-candidatura do deputado federal Junior Mano, PSB, para sucedê-lo na casa. Com apenas o nome de Helmano definido, permanecem em aberto a escolha do candidato a vice-governador, as duas vagas ao Senado e ainda as duas estratégicas vagas de primeiro suplente de senador, posições que também despertam forte interesse entre os partidos aliados.

Embora haja a expectativa de que as definições ocorram o quanto antes para fortalecer a organização da campanha, a legislação eleitoral permite que as decisões sejam tomadas até o período das convenções partidárias. O calendário estabelece que as convenções para homologação das candidaturas serão realizadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, prazo final para oficialização dos nomes que disputarão as eleições de 2026.