O executivo Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi encontrado morto no fim do ano passado às margens da rodovia Tonaya–Puerto Vallarta, em Atenguillo, no estado de Jalisco, no México. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (5/1) pelo portal argentino Infobae.
Segundo o veículo, o assassinato ocorreu no dia 29 de dezembro e, conforme apontam as primeiras investigações, não teria relação com a atuação empresarial da vítima. As autoridades trabalham com a hipótese de que o empresário tenha sido alvo de um ataque aleatório, em meio ao cenário de insegurança que marca a presença de grupos criminosos nas rodovias da região.
Sequestro ocorreu durante viagem em família
O crime teve início em 27 de dezembro, quando Adrián Corona viajava pela rodovia acompanhado da companheira e dos filhos. Na altura do cruzamento conhecido como Volcanes, o veículo da família foi interceptado por criminosos, que renderam os ocupantes.
De acordo com relatórios da promotoria estadual, o empresário apresentava sinais de espancamento e ferimentos por arma de fogo no momento em que seu corpo foi localizado — informação confirmada pelo Infobae.
Os familiares foram separados e interrogados em locais diferentes. Segundo a imprensa local, os criminosos ainda não sabiam que a vítima era um empresário do setor de bebidas. Após os interrogatórios, a companheira, o filho e a irmã de Adrián Corona foram libertados, enquanto ele permaneceu em cativeiro.
A família seguiu para Guadalajara, onde registrou denúncia e acionou as autoridades. Dois dias depois, o corpo do executivo foi encontrado próximo ao ponto da interceptação.
Quem era Adrián Corona Radillo?
Adrián Corona presidia o Grupo Corona, empresa fundada em 1954 por Dom Armando Corona, no estado de Jalisco. A companhia iniciou as atividades com a produção artesanal de mezcal e, ao longo das décadas, expandiu a atuação para a fabricação de vinhos e licores com reconhecimento internacional.
Entre os produtos mais conhecidos estão o Tequila Reserva Don Armando e o licor Rancho Escondido. O grupo emprega centenas de trabalhadores na região de Tonaya, mantém parceria com mais de 110 produtores de agave e adota práticas sustentáveis na cadeia produtiva.
As investigações sobre o assassinato seguem em andamento pelas autoridades mexicanas. Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente identificado.
