Ataques conjuntos de Israel e EUA ao Irã reacendem rivalidade histórica e ampliam tensão permanente no oriente médio

Os ataques anunciados por Israel neste sábado (28), realizados em coordenação com os Estados Unidos contra alvos no Irã, representam o capítulo mais recente de uma rivalidade que atravessa décadas e figura como uma das principais fontes de instabilidade no Oriente Médio.

Segundo o governo israelense, a operação — batizada de “Fúria Épica” — atingiu ao menos cinco cidades iranianas: Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Entre os alvos estariam estruturas estratégicas, inclusive áreas próximas a centros de poder. O Irã afirmou que seus líderes não foram atingidos e prometeu uma “resposta esmagadora”, ressaltando que os ataques ocorreram em meio a negociações com Washington.

A escalada reforça um histórico de confrontos indiretos e ações militares pontuais entre os dois países. Desde a Revolução Islâmica de 1979, quando o regime dos aiatolás rompeu relações com Israel e passou a não reconhecer sua legitimidade, a hostilidade tornou-se pilar da política externa iraniana. Teerã considera Israel um inimigo estratégico e aliado central dos Estados Unidos na região.

Por sua vez, Israel acusa o Irã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares e de financiar grupos armados hostis, como o Hezbollah, além de apoiar forças alinhadas em diferentes países do Oriente Médio. Ao longo dos anos, o embate evoluiu para o que analistas chamam de “guerra nas sombras”, marcada por ataques cibernéticos, ações de inteligência, confrontos indiretos na Síria e acusações mútuas de sabotagens e atentados.

A tensão ganhou novos contornos após os ataques de 7 de outubro de 2023 e a ofensiva israelense em Gaza, ampliando o temor de um confronto regional direto. Em 2024 e 2025, episódios envolvendo bombardeios, ataques com drones e investidas contra instalações estratégicas intensificaram o clima de instabilidade.

Com a nova ofensiva conjunta entre Israel e Estados Unidos, de acordo com as agências de notícias, cresce a preocupação internacional sobre uma possível escalada de maiores proporções.


O histórico de rivalidade, as disputas geopolíticas e o impasse em torno do programa nuclear iraniano mantêm o Oriente Médio sob permanente estado de alerta, com impactos que ultrapassam as fronteiras regionais e repercutem no cenário global.