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Ao menos 5,7 milhões de trabalhadores informais não utilizavam a internet no fim de 2018. É o apontam os dados, divulgados nesta quarta (29), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que levantou o acesso dos domicílios brasileiros à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Os números abrangem os empregados do setor privado sem carteira, os trabalhadores domésticos sem carteira e os trabalhadores familiares auxiliares, parte do que é considerado informal pelo instituto de estatística.

Juntos, eles correspondem 15% do universo de trabalhadores informais do IBGE, que somavam 37,5 milhões no fim do quatro trimestre de 2018. O número de “invisíveis digitalmente”, no entanto, pode ser ainda maior. A conta não considera os trabalhadores conta própria sem CNPJ, nem os empregadores sem CNPJ, dentro do que é chamado oficialmente de “proxy da informalidade”.

Os números indicam o desafio do governo em atingir parte da parcela da população na distribuição do auxílio emergencial de R$ 600, criado para diminuir os efeitos da pandemia do novo coronavírus na renda das famílias. São eles que correm o maior risco de não receber o benefício, uma vez que os canais para cadastro estão disponíveis apenas na internet.

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