O Consórcio FTS recebeu multas que somam mais de R$ 1,5 milhão devido a atrasos nas obras da Linha Leste do metrô de Fortaleza. As penalidades foram aplicadas pela Secretaria da Infraestrutura do Ceará e oficializadas por meio de publicações no Diário Oficial do Estado.
As sanções estão relacionadas a descumprimentos no cronograma da construção da estação Colégio Militar, um dos pontos do trajeto. Segundo a Seinfra, os atrasos não tiveram justificativa e dizem respeito a prazos previstos ainda nos anos de 2021 e 2022.
Com mais de uma década desde o início das obras, a Linha Leste vive atualmente sua fase mais avançada. Dados da Seinfra indicam que cerca de 45% da primeira etapa já foi executada, com expectativa de alcançar metade da obra concluída até o segundo semestre deste ano.
Entre os trechos em estágio mais adiantado está a estação Chico da Silva Leste, que já se aproxima da conclusão, com quase toda a estrutura pronta. Ao todo, o projeto prevê oito estações, incluindo paradas subterrâneas e de superfície.
A expansão do sistema ainda contempla uma segunda fase, que deve levar a linha até a região do Centro de Eventos do Ceará, no bairro Edson Queiroz. Em um horizonte mais longo, também há previsão de extensão até Messejana, embora sem prazo definido.
Em nota, a AGIS esclarece que não integra mais o Consórcio FTS e que, atualmente, não é a empresa responsável pela execução das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, cuja condução cabe à empresa atualmente responsável pelo contrato. Em relação às sanções mencionadas, a AGIS informa que não comenta decisões de natureza administrativa ou judicial e, portanto, não se pronunciará sobre o tema. Para informações atualizadas sobre o andamento das obras, cronograma e investimentos, recomendamos que a apuração seja direcionada à empresa responsável ou aos órgãos contratantes.
