A cerimônia de sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, realizada nesta quarta-feira (26), foi marcada por uma ausência ruidosa: os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiram não comparecer ao evento, evidenciando o clima de atrito entre o Congresso e o Palácio do Planalto.
Hugo Motta afirmou estar cumprindo uma “agenda interna” na manhã desta quarta. Em sua rede social, porém, celebrou a aprovação do projeto — relatado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) — e destacou o impacto da medida.
“Hoje, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil se torna lei. Uma vitória histórica para milhões de brasileiros”, escreveu.
VOTAÇÃO NA CÂMARA
O presidente da Câmara ressaltou ainda que o texto saiu fortalecido na Casa:
“Quando o projeto chegou, determinei rapidamente a criação de uma comissão.
A matéria saiu ainda melhor, ampliando a redução da alíquota para quem ganha até R$ 7.350. A aprovação foi unânime. Este é o resultado da união dos Poderes em favor do Brasil.”
SEM HARMONIA
Apesar do discurso conciliador, o ambiente entre o Legislativo e o governo está longe da harmonia. A relação ficou particularmente tensa durante a análise do PL Antifacção, defendido por Motta e classificado como “lambança legislativa” pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann — episódio que elevou o embate entre Câmara e Executivo.
