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Um montante de R$ 1 bilhão a ser repassado nos próximos cinco anos ao Nordeste por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) será agora administrado pelo Banco do Nordeste a partir de parceria formalizada, nessa segunda-feira, 13, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine). O protocolo de intenções foi assinado pelo presidente Marcos Holanda durante a abertura do 3º Mercado do Audiovisual do Nordeste, realizado até o próximo dia 17, na sede do BNB, em Fortaleza.

“Essa parceria é importante principalmente em um momento em que a riqueza econômica é gerada muito mais no âmbito do criar do que no fazer. A indústria do audiovisual é um exemplo vivo e forte desse poder criativo. E o Banco do Nordeste, enquanto banco de desenvolvimento, certamente entende a relevância e as repercussões dessa indústria do criar audiovisual”, afirmou Marcos Holanda.

A presidente em exercício da Ancine, Débora Ivanov, também ressaltou a importância do acordo, uma vez que os recursos eram administrados anteriormente pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, instituição do Sul do país. “Essa é uma parceria que vem sendo construída há alguns anos e tem como objetivo estar mais próximo dos produtores, de forma que eles possam se relacionar com um banco da Região. Nesse ponto, a regionalização é prioridade para Ancine”, pontuou.

Débora destacou ainda que o mercado do audiovisual representa 0,46% do PIB nacional, superando setores como as indústrias farmacêutica, de papel e celulose e de eletrodomésticos. “Geramos 98 mil empregos formais, número que aumenta se contabilizarmos os empregos criados nos períodos de sazonalidade do setor”, informou. Ao todo, existem 9.103 produtoras de audiovisual registradas em todo o país, sendo 20% localizadas na região Nordeste, principalmente, além de Norte e Centro-Oeste.

A gerente de Economia da Cultura do BNDES, Fernanda Farah, também reforçou a importância da indústria do audiovisual para a economia do país, enfatizando que o setor cria empregos com remuneração superior à média do mercado. “Além disso, atraímos mais jovens e, como setor eminentemente criativo, estamos imunes ao processo de automação”, disse.

O Fundo Setorial do Audiovisual movimenta R$ 600 milhões anualmente, recursos que são aplicados no desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual em todo o país, incluindo atividades como produção, distribuição/comercialização, exibição e infraestrutura de serviços. Com a parceria, o BNB passará a movimentar cerca de 20% desses recursos.

Com sete anos de experiência no mercado, a diretora da Gavulino Filmes, Iris Sodré, acredita que a parceria entre BNB, BNDES e Ancine deve contribuir para alavancar os negócios no mercado audiovisual nordestino. “Nós estamos muito otimistas. Só o fato de essa verba estar sendo direcionada para cá e com a gestão de um banco local, é fantástico”, afirmou a produtora, que pretende negociar sete projetos na rodada de negócios do evento.

MAN

O Mercado do Audiovisual do Nordeste foi lançado em 2015 durante o Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema com o intuito de unir os protagonistas do audiovisual e promover a troca de experiências e a geração de negócios. A terceira edição do MAN reunirá canais e plataformas de exibição, produtoras independentes, profissionais e instituições ligadas ao setor do audiovisual para discutir os rumos do setor nos estados do Nordeste, Norte e Centro Oeste.

Além dos paineis, debates e palestras nos dias 13 e 14, a programação é retomada nos dias 16 e 17, com apresentação dos canais sobre suas respectivas programações, públicos que atingem e tipos de produtos que pretendem comprar de produtoras independentes. No dia 18, acontecem rodadas de negócios já agendadas entre as produtoras independentes e os canais, oportunidade de compra e venda de produções audiovisuais.

Com informação da A.I