O Ceará lidera transformação digital no Nordeste e seu Hub de Cabos Submarinos é destacado, em estudo conduzido pelo Consórcio Nordeste e o Banco Mundial, como o principal da América Latina, conectando o Brasil aos Estados Unidos, Europa e África.
Um dos autores da análise, Luciano Charlita, especialista em Desenvolvimento Digital do Banco Mundial, esteve, no último mês, reunido com o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Hugo Figueirêdo, na capital cearense.
No encontro, foi tratada agenda de visita a Fortaleza, agora em 2026, da presidente da Diretoria Global de Transformação Digital do Bird em Washington, Christine Zhenwei Quiang. A presidente quer conhecer de perto o movimento de atração de data centers para o Ceará.
O Nordeste é um dos locais mais competitivos das Américas para operação de data centers, por assegurar energia renovável. Diretor técnico da Etice, Danilo Reis Vasconcelos explica que tal condição é favorável à economia digital.
Para o já mencionado estudo, “esse hub não é apenas um avanço tecnológico, é uma ferramenta estratégica para atrair investimentos.” O relatório acrescenta que “toda essa rede coloca o Nordeste do Brasil diretamente na rota do tráfego global de dados, por oferecer latências mais baixas do que as rotas tradicionais do Sudeste.”
O Banco Mundial destaca, no material esboçado, que a vantagem geoeconômica do hub cearense viabiliza operações intensivas, como transações financeiras e inteligência artificial (IA) de alta demanda.
Paralelamente, o Ceará avança na interiorização da conectividade, com projetos como o Cinturão Digital, que estende milhares de quilômetros de fibra óptica a cidades médias, pequenas e áreas rurais. Danilo Reis menciona esta iniciativa como fundamental para o incremento de base técnica.
Segundo ressalta o estudo, “essa capilaridade transforma a digitalização em um processo econômico, social e territorial, combate desigualdades históricas no acesso à informação e cria oportunidades para inovação local.”
