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Candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais deste ano mostram insatisfação com a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral, que acabam não chegando para muitos postulantes. A quantia de R$ 2 bilhões de reais, que visa cobrir as despesas das candidaturas dos que pleiteiam as prefeituras e buscam ocupar cadeiras nas Câmaras Municipais, é administrada pelas executivas nacionais dos partidos, os quais priorizam aqueles candidatos que possuem maior viabilidade eleitoral. Por esse motivo, muitos acabam por não ver a cor do dinheiro.

No Bate-Papo político desta terça-feira (27), os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida comentaram o assunto. Com a proibição do financiamento empresarial das campanhas, o valor da verba eleitoral é oriundo apenas dos cofres públicos. Luzenor comenta que a cifra é extraordinária, mas que os partidos optam pelos candidatos que possuem a melhor performance nas pesquisas de intenção de voto.

“Quando se fala no montante global, dois bilhões de reais, é uma cifra extraordinária, mas quando esse dinheiro é rateado entre 550 mil candidatos vai sobrar pouco, poucos reais sobram para cada um fazer a campanha. Diante dessa situação, os partidos por meio das executivas nacionais decidem que quem aparece com melhor performance nas pesquisas de intenção de voto acaba atraindo mais dinheiro ou então quem tem mais força política, mesmo não tendo a força eleitoral, dentro de um partido atrai também atenção dos dirigentes nacionais e garante a captação de um volume mais significativo de dinheiro”

Beto Almeida afirma que a reclamação existe e realmente desagrada muitos candidatos, mas diz não considerar injusto a decisão dos partidos, tendo em vista que os mesmos querem ter o maior número de cadeiras legislativas nas Câmaras Municipais e, portanto, é natural que eles busquem investir no canditato que possui maior viabilidade e pode, de fato, alcançar a vitória.

“A reclamação existe ela na realidade e desagrada muitos dos candidatos que falam que o repasse das verbas do Fundo Partidário não tem sido igualitária. A realidade é a seguinte, existem até critérios, critérios partidários que a Justiça Eleitoral adota pra fazer a divisão do Fundo Partidário, principalmente com base no numero de deputados eleitos na última campanha só que quando esse dinheiro chega ao partidos políticos, não há exatamente um critério único, cada partido faz a sua avaliação, a sua forma que encontra como ideal pra faze a distribuição desses recursos”

Conforme a Justiça Eleitoral, são 556 mil e 33 pessoas com candidaturas registradas no TSE. Desse total, 19 mil e 230 disputarão uma vagas nas prefeituras e 517 mil e 328 são postulantes às Câmaras Municipais.

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