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Na agenda do Senado Federal, nesta terça-feira (10), os senadores iniciam a discussão e, posteriormente, votação do relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a PEC (06/2019), que altera as regras para que os brasileiros possam se aposentar. Enquanto o governo tenta levar a proposta ao voto mais rapidamente, os opositores trabalham na contramão para adiar o desfecho do projeto. O momento político e decisivo foi pauta do Jornal Alerta Geral desta terça (10)

A fim de viabilizar os planos do governo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reúne também hoje com as lideranças da casa no intuito de dialogar uma possível antecipação, para que o texto principal da reforma seja encaminhado à votação. Entretanto, o clima não é dos mais favoráveis e, segundo o jornalista Beto Almeida, as lideranças não “estão querendo fazer essa supressão, não estão querendo criar esse atalho.

Na pauta do Bate-Papo político, os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida comentaram a tramitação da proposta do governo. Em sua abordagem, Beto avalia as alterações que o senador Tasso fez no texto da reforma em seu relatório. À princípio, o acordo entre a base governista era de que não houvessem modificações no texto principal para que o conteúdo não retornasse à Câmara, entretanto, as supressões, isto é, retirada de expressões, poderiam ser feitas pelo cearense Tasso Jeressati, e ele o fez.

Dentre os ajustes realizados, o jornalista Beto Almeida destaca dois pontos centrais que tem causado polêmica. No parecer, Tasso retirou a palavra “União” para permitir que governadores e prefeitos criem alíquotas extraordinárias para cobrir o deficit na previdência.  Em complementação, o jornalista Luzenor de Oliviera pontua que a aplicação encontrava-se no texto que chegou a Câmara dos Deputados, mas lá, foi retirado.

Por este motivo, parlamentares questionam Tasso Jereissati e afirmam que ele não poderia ter feito tal alteração, sobretudo, por ser no texto principal e não na PEC paralela, que também caminha junto ao texto principal com mudanças e sugestões propostas pelos senadores. Outro ponto em questão foi a inclusão feita por Tasso de trabalhadores informais na reforma, modificando o aspecto do mérito aprovado no Congresso.

Assim sendo, Beto destaca que somente a recuperação das expressões pode evitar os atrasos que já parecem realidade, pois, caso a reforma seja aprovada no Senado, devido as mudanças, ela retornará a Câmara e, portanto, sofrerá um atraso considerável, adiando todo o planejamento do governo e a expectativa dos cearenses que desejam saber de maneira concreta como poderão alcançar o benefício da aposentadoria.

 

 

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