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O Tribunal de Contas União (TCU) vem intensificando as investigações sobre os candidatos que declararam patrimônio acima de R$ 300 mil reais e foram contemplados com o Auxílio Emergencial, Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC). O órgão determinou que o Ministério da Cidadania e ao INSS que revise os benefícios concedidos a essas pessoas. Dentro do Bate-Papo político desta segunda-feira (02), os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida repercutiram o assunto.

Um levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral mostrou que ao menos 298 candidatos, que declararam ter mais de um milhão de reais em bens que receberam o auxílio emergencial. No cruzamento de dados, uma pesquisa do TCU mostrou que 10. 724 declararam ter mais de R$ 300 mil reais, receberam o auxílio emergencial, sendo que desse contingente 1.320 tem mais de um milhão de reais de patrimônio declarado a Justiça Eleitoral.

“Tudo começou depois que veio a tona, veio a público esse dado de que pelo menos 298 candidatos com bens acima de 1 milhão, que são candidatos nas eleições desse ano, receberam o Auxílio Emergencial…A luz amarela acendeu e o TCU expandiu a sua investigação o e chegou nesse número que você falou, de 10 mil 724 candidatos em todo o país, com bens declarados acima de 300 mil reais, que receberam o auxílio, algum benefício do governo federal”, afirma o jornalista Beto Almeida.

Beto destaca ainda que o BPC é pago geralmente para pessoas em extrema vulnerabilidade, em estado de pobreza, normalmente idosos ou pessoas com deficiência. “É mais do que necessário essas medidas porque na realidade é um imoralidade você declarar patrimônio, não vou nem pra um milhão, mas se você tem um patrimônio que o TCU já identificou de pelo menos R$ 300 mil reais, o que justifica você estar sendo beneficiário de um BPC, o que que justifica você estar recebendo o Bolsa Família por exemplo”, diz o jornalista.

Luzenor de Oliveira detalha que o Bolsa Família é direcionado a pessoas que vivem na extrema pobreza e recebem uma renda de 200 reais. Ele diz que o BPC é concedido pra quem tem deficiência ou quando a renda não é suficiente para a família, isto é, abaixo do limite estabelecido na legislação. “Quando uma família pega o valor do salário e divide por quatro e cada membro recebe no máximo R$ 250 reais, então nessa casa comporta o benefício de prestação continuada, se a renda é superior por membro de família a 1/4 do salário mínimo, essa pessoa não tem direito ao BPC”

Redução do auxílio

Beto Almeida ressalta que a disparada no preço dos alimentos, o corte no valor do auxílio emergencial e uma inflação que está disparada, são fatores que influenciaram no aumento significativo dos preços nos supermercados, atacarejos e atacados onde as familias costumam fazer grandes compras. “Ai é obvio, estão sentindo reflexo disso, os supermercados dispararam preços muito sem justificativas e agora com esse valor que caiu de 600 pra 300, nos vamos ter esse cenário a medida que se aproxima de dezembro, um quadro de piora nisso”, diz Beto.

“Quando passar o período da campanha eleitoral irão se intensificar a pressão entre senadores, deputados federais, assim como entidades da área social e também entidades que trabalham no terceiro setor, como por exemplo o Sebrae, que irão desenvolver e pressionar o governo federal a anunciar medidas para dar proteção a esse milhões de trabalhadores que continuam desempregados, continuam na área informal, mas sem a renda que tinham antes da pandemia do coronavírus”, finaliza Luzenor.

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