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Caminho aberto! Após ficar impedido de participar da campanha política de José Sarto no primeiro turno em razão da candidatura de Luizianne Lins, do PT, o governador Camilo Santana anunciou seu apoio incondicional ao candidato pedetista no segundo turno da disputa pela prefeitura de Fortaleza. Camilo disse que Sarto representa uma campanha séria com um projeto político coletivo e não apenas particular. No Bate-Papo político desta terça-feira (17), Luzenor e Beto Almeida dialogaram sobre o assunto.

Ao passo que José Sarto, candidato do PDT, recebeu apoio oficial do governador Camilo Santana, o candidato de oposição, Capitão Wagner, recebeu apoio de Roberto Pessoa (PSDB), prefeito eleito em Maracanaú, que estará na campanha política de Wagner no segundo turno contra o Sarto que é apoiado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes. Inicialmente, Luzenor destacou que o tom do governador foi muito mais agressivo e que isso evidencia uma quebra na conduta normalmente adotada pelo chefe do executivo estadual.

“O que se viu foi um governador muito mais a vontade não só para repetir as críticas, pra fazer declarações fortes, mas principalmente empenhado mesmo de corpo e alma e fazendo pressão sobre o PT e os demais partidos, a criarem uma frente de oposição ao Capitão Wagner“, diz o jornalista Beto Almeida. Ele afirma que a frente de oposição é direcionada em dois pontos específicos, primeiro no estilo de Wagner, atribuindo a este uma característica mais violenta e segundo na sua posição ideológica como sendo o candidato do Bolsonarismo.

“Esta campanha de segundo turno ela tem o governador Camilo Santana com a sua força eleitoral, porque ele é hoje o principal cabo eleitoral, de influenciar o eleitor, totalmente livre de amarras, e principalmente voltado a eleger um projeto de poder que segundo ele não é apenas pessoal do Sarto, mas um projeto coletivo. Isso quer dizer o que? Que a pressão é grande sobre os demais partidos”, afirma Beto Almeida ao ressaltar que o percentual de votação de Luizianne Lins é essencial para definir o resultado do segundo turno.

“Para quem conhece a ex-prefeita Luizianne Lins, deputada federal atualmente exercendo mandato em Brasília, é pouco provável que ela venha declarar apoio a candidatura de José Sarto, justamente pelos pontos que você expõe, não apenas pelos conflitos gerados a partir da campanha eleitoral, mas pelas divergências mais históricas com a cúpula estadual do PDT, comandada pelo senador Cid Gomes. São divergências explicitas que tem um certo conflito ainda mais áspero quando nós temos a disputa eleitoral como aconteceu aqui em Fortaleza”, pontua Luzenor de Oliveira.

Luzenor ressalta que é ainda menos provável que Luizianne venha para o palanque do PROS, sobretudo, porque do ponto de vista nacional se sobressai a polarização entre os petistas e aqueles apoiadores por Bolsonaro, dentro os quais Capitão Wagner se enquadra. Ambos colegas de Câmara Federal, os dois possuem boa relação, contudo, a aliança para o segundo turno é uma possibilidade muito remota.

Por sua vez, Beto Almeida destaca que para além da boa relação pessoal, Capitão Wagner não é exatamente um anti-petista, haja vista que em 2012 apoiou a candidatura de Elmano Freitas contra Roberto Cláudio na disputa pela prefeitura de Fortaleza. O jornalista pontua que para esta terça-feira (17), está marcada uma reunião do diretório municipal do PT para definir como a sigla se posicionará no segundo turno.

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