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Não resistiu! Com menos de 24 horas após ser empossado presidente do Banco do Nordeste, o administrador Alexandre Borges Cabral foi destituído do cargo pelo governo depois de vir à tona uma auditoria do Tribunal de Contas da União que o investiga por irregularidades na gestão da Casa da Moeda. O assunto entrou na pauta do Bate-Papo político entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida nesta quinta-feira (04).

A averiguação feita pelo TCU aponta irregularidades na Casa da Moeda no ano de moeda e, segundo a reportagem divulgada pelo jornal o Estado de São Paulo, os prejuízos chegam a R$ 2,2 bilhões de reais. Alexandre Borges, em sua posse, defendeu que sua nomeação era em decorrência de seu perfil técnico, contudo, fica claro que, com vistas ao fortalecimento da base parlamentar, o presidente o delegou a este cargo devido a indicação do Partido Liberal (PL), sigla que compõe o Centrão.

“As mudanças no BNB com dois presidente em menos de 24 horas, acabam por provocar instabilidade politica na atuação da instituição na região nordeste, deixam inquietas lideranças empresariais que gostariam de ver o banco com atuação mais técnica e geram também descontos na base parlamentar que o presidente Jair Bolsonaro tenta montar no congresso nacional”, afirma o jornalista Luzenor de Oliveira

Na sequência, o jornalista Beto Almeida pontua que a situação é realmente muito ruim e diz “Que trapalhada para uma instituição do porte do Banco do Nordeste”. Ele afirma que a destituição de Alexandre fez cair por terra o próprio argumento dele de que a sua indicação teria sido técnica e não política, a qual, segundo a reportagem, teria até mesmo desagrado o Ministro da Economia Paulo Guedes. Beto ainda destaca que o grande problema está realmente nas investigações que aponta uma gestão nociva do administrador:

“O maior problema é que a gestão dele na Casa da Moeda foi temerária, e quem diz isso é o próprio Tribunal de Contas da União, que elenca uma série de prejuízos financeiros. Onde é que estava a secretaria de governo que não fez uma varredura, um pente fino no currículo do novo indicado para o Banco do Nordeste, porque na realidade cabe exatamente ao governo fazer essa análise do currículo de todos os indicados”, diz Beto Almeida.

No objetivo de montagem dessa base parlamentar, Luzenor de Oliveira destaca que o presidente Bolsonaro ainda tem negociações a fazer no que se refere aos novos cargos da administração federal como diretorias do BNB, DNIT e DNOCS. No Ceará, os deputados federais seguem com leve pressão no governo para que logo anuncie os nomes que ocuparão tais cargos e então delegue essas funções.

Beto Almeida ainda destaca que o governo realmente precisa administrar os cargos com aliados e que o Centrão tem como política a troca de apoio por verbas e cargos, algo que Bolsonaro criticava no período das eleições, mas que agora também vem praticando, oferecendo cargos para obter maior apoio dentro do parlamento nacional em Brasília. Ele finaliza dizendo:

“Seja como for, fica muito claro. O grupo de pressão hoje dos adversário da oposição na fiscalização e principalmente de acompanhamento a esta realização fisiológica que se estabelece entre o governo e os partidos do centrão, isso vai gerar muitas áreas de conflitos, e a gente vai acompanhar isso pela pressão interna dos próprios novos aliados por conta desses cargos que até o momento estão sendo distribuídos a conta gotas”

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