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Dentre as mudanças que vem sendo estruturadas pelo Tribunal Superior Eleitoral está uma consulta que pretende mudar a realidade da representatividade negra dentro do meio legislativo. Nas eleições de 2018, apenas 24 deputados federais eram negros. Diante disso, o órgão eleitoral quer estabelecer uma divisão da verba eleitoral para suplantar essa demasiada diferença de representatividade no âmbito político.

Ao passo que essa consulta ganha consistência no TSE, um estudo da FGV diz homens brancos representam 43,1% de todos os candidatos a deputado federal que concorreram em 2018. Já as mulheres negras somam apenas 6,7% da composição parlamentar. Elas que sofrem dupla discriminação por serem mulheres e por terem a cor negra.

Dentro do Bate-Papo político desta segunda-feira (06), o jornalista Beto Almeida comenta que o tema traz discussões sobre a igualdade no país e declara que tal fato não existe na realidade: “Isso vem a tona em que se questiona igualdade, a ilusória igualdade racial no Brasil. Essa igualdade é uma lenda, não há. Pelo contrário, existe sim dificuldade, existe preconceito racial, então essa discussão começa a ser feito até de modo tardio”

Por sua vez, o jornalista Luzenor de Oliveira pontua que a consulta do TSE na tentativa de estimular candidaturas negras surge no embalo de outra iniciativa que vem sendo adotada desde 2018 que é garantir mais condições para as mulheres entrarem na vida política do país. Ele destaca a necessidade também de se lutar por isso: “Que seja assegurado também as mulheres 30% da verba eleitoral”, finaliza.

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