Um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER) aponta que a expansão do Bolsa Família, em 2012, elevou os níveis de emprego, reduziu internações e evitou cerca de mil mortes entre famílias em situação de extrema pobreza.
A análise foca na reforma que estabeleceu um piso de renda para garantir que nenhuma família permanecesse abaixo da linha de extrema pobreza. Os dados apontam que o dinheiro extra atuou como uma ferramenta para remover barreiras básicas de saúde e subsistência, como a fome e a falta de medicamentos, devolvendo a capacidade física e mental necessária para buscar e manter postos de trabalho.
A taxa de emprego entre os beneficiários cresceu 4,8%. A mortalidade caiu 14%, o que representa cerca de mil vidas salvas. A probabilidade de hospitalização reduziu 8%, enquanto o tempo de permanência em entre hospitalizados diminuiu em 6%. Além disso, houve queda de 14% a 15% nos custos hospitalares financiados pelo Estado. As internações por subnutrição caíram 38%, por doenças infecciosas, 8%, e, por complicações digestivas, 9%. O gasto das famílias com medicamentos aumentou aproximadamente 50%.
