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Candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro voltou a defender o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, falecido em 2015 e reconhecido como torturador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em entrevista ao SBT na noite dessa segunda-feira, 22, Bolsonaro disse: “Você tem que botar ele de um lado e os que ele combatia do outro. Ele prestou um grande serviço ao Brasil, ele fez parte de um momento da história do Brasil. Interrogava as pessoas e buscava desarticular movimentos terroristas”, afirmou.

Fernando Haddad (PT), adversário dele, defendeu que ele se retrate por declarações favoráveis à ditadura militar. Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) durante a ditadura militar, foi exaltado por Bolsonaro também durante a votação da admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Questionado sobre a censura à imprensa durante o regime, respondeu: “tinha uma certa censura”. Apesar disso, citou que a Globo e a Veja surgiram durante o governo militar para alegar que em regimes ditatoriais há imprensa única. “Era uma ordem para que grupos terroristas tomassem uma ação ou outra”, justificou.

Haddad afirmou que o rival tem uma “mente doentia”. “Ele fica criando fantasmas de fora para não ter que explicar o de dentro”, disse, sobre o deputado repetir que o petista apoiaria regimes totalitários na Venezuela. “Ele chegou a dizer que o erro do regime militar foi torturar e não matar. Bolsonaro, sim, é uma pessoa muito preocupante”.

Haddad se disse “120%” democrata. “Meu adversário defendeu tortura, estupro, ditadura. Não vejo ninguém perguntar para ele se ele não se arrepende de dizer a uma colega que só não a estupra porque ela não merece”, afirmou, em referência ao caso envolvendo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), pelo qual Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). “Como é que a gente vai abrir mão da liberdade em nome de uma pessoa desequilibrada?”, questionou Haddad.

WhatsApp

Bolsonaro voltou a negar ter espalhado ou incentivado a disseminação de fake news sobre o adversário Fernando Haddad (PT). “Pode ser até que seja alguém bem intencionado fazendo isso, mas eu não acredito que alguém bem intencionado espalharia fake news”.

Uma reportagem da Folha de São Paulo publicada na última quinta-feira, 18, informou que empresas bancaram, com contratos de R$ 12 milhões, serviços de disparos de mensagens no WhatsApp contra o PT e favorecendo Bolsonaro. O candidato nega.

Sem diálogo com Haddad

Perguntado se dialogaria com Haddad, caso seja eleito, respondeu: “não dá para conversar com esse tipo de gente, com essa formação, com esse pensamento”. “Essas minorias… tem a parte ativista que destoa das maiorias. Vamos acabar com história de luta de classes no Brasil. Somos todos iguais. Miro muito na meritocracia”.

Já Haddad, ao ser questionado se conversaria com Bolsonaro, afirmou: “se ele pedir desculpas, sim”. “Ele precisaria parar de falar pelo Twitter e me ofender pelo Twitter. O pressuposto é que as pessoas tem que se respeitar”.

Com informações do Portal Uol Notícias

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