No mês de fevereiro, o Brasil registrou a criação de 255.321 vagas de emprego com carteira assinada, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Apesar do saldo positivo, o resultado é menor em relação a fevereiro de 2025, quando foram abertas 431.995 vagas, representando uma queda de cerca de 40,9%.
Esse é o pior resultado para o mês desde fevereiro de 2023, quando foram criadas 252.480 vagas. O número de fevereiro ficou abaixo da estimativa mediana de instituições financeiras, gestoras de recursos e consultorias, de abertura de 270 mil vagas, segundo o Valor Data.
Ao todo, foram 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos no mês de setembro. No acumulado do ano (janeiro e fevereiro) foram gerados 370.339 postos de trabalho. Já no acumulado dos últimos 12 meses de março de 2025 a fevereiro 2026, foram 1.047.024 vagas.
Os números fazem parte do Novo Cadastro Geral da Empregados e Desempregados (Caged), sistema do governo que acompanha as admissões e demissões de trabalhadores com carteira assinada. Ele é um dos principais termômetros do emprego no Brasil e serve de base para políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho.
Desempenho por setor
O setor de serviços foi o maior gerados de postos de trabalho, com saldo de 177.953 novas vagas.
Serviços: 177.953 vagas
Indústria: 32.027 vagas
Construção: 31.099 vagas
Agropecuária: 8.123 vagas
Comércio: 6.127 vagas
Na divisão por estados, foram registrados saldos positivos em 24 das 27 unidades federativas. Os maiores saldos foram: São Paulo (+95.896), Rio Grande do Sul (+24.392) e Minas Gerais (+22.874). Com desempenho negativo ficaram: Alagoas (-3.023), Rio Grande do Norte (-1.186) e Paraíba (-1.186).
Salário médio de admissão
O salário médio de quem conseguiu uma vaga formal em fevereiro foi de R$ 2.346,97, uma redução de R$ 55,91 (-2,3%) em relação a janeiro (R$ 2.402,88). Na comparação com fevereiro do ano passado, porém, o salário médio de admissão teve alta real de R$ 62,94, o equivalente a um avanço de 2,75%. Os dados também mostram que a maior parte das vagas foi ocupada por jovens de até 24 anos, que responderam por 63,9% dos novos postos criados no mês.
