O ano de 2025 entrou para a história do setor elétrico brasileiro como um paradoxo. Apesar de figurar entre as maiores potências globais em energia renovável e de ter ampliado de forma significativa sua capacidade instalada nos últimos anos, o país desperdiçou uma parcela relevante da energia limpa que produziu.
Ao longo do ano, 20,6% de toda a geração solar e eólica disponível deixou de ser aproveitada em razão de cortes operacionais e limitações do sistema elétrico. Em termos econômicos, a energia não escoada representou uma perda estimada em mais de R$ 6 bilhões entre janeiro e dezembro.
De acordo com o estudo, os cortes atingiram níveis inéditos em 2025, pressionando financeiramente projetos renováveis e acendendo alertas sobre a segurança da operação do sistema elétrico nacional. O problema se concentrou sobretudo nas primeiras horas do dia, quando a geração solar atinge seu pico.
Períodos críticos
O estudo identifica um padrão claro: os momentos mais críticos do sistema elétrico ocorrem, majoritariamente, aos domingos pela manhã, quando o consumo cai e a disponibilidade de geração renovável permanece elevada.
Com base em uma métrica de segurança que exige ao menos 20% da geração potencial não cortada, a Volt Robotics identificou 16 dias críticos em 2025. Em vários deles, mais de 80% da geração disponível foi cortada durante o fim da manhã.
Informações – Correio Braziliense
