Brasil tem aumento superior a 30% nos crimes de stalking em um ano

Foto: Marcello Casal Jr

O crime de stalking — que é perseguir alguém de forma obsessiva e persistente, no meio virtual ou não — deu um salto no Brasil de 2024 para 2025. Foi o que constatou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao observar que o ilícito cresceu mais de 30%. Os dados mostram que 123.871 mulheres fizeram denúncias no ano passado, o que dá uma média de 14 ocorrências por hora. Além disso, a pesquisa Visível e Invisível, também elaborada pelo FBSP, mostra que as notificações passaram de 9,3%, em 2017, para quase o dobro (16,1%), em 2025.

O levantamento do stalking aponta para o aumento do crime em quase todo o país no período 2024/25. Os maiores crescimentos foram observados no Amazonas (73,5%), no Maranhão (52,6%) e em São Paulo (46,6%) — que, aliás, teve a maior taxa nacional, de 207 casos por 100 mil mulheres.

O stalking foi classificado como crime em 2021. A infração é definida pela “ameaça à integridade física ou psicológica, restrição à capacidade de locomoção, invasão ou perturbação da esfera de liberdade ou privacidade. A lei prevê reclusão de seis meses a dois anos e multa. A pena é aumentada em metade se o crime for cometido contra criança, adolescente ou idoso; contra mulher por razões de gênero, nos termos da Lei Maria da Penha, ou mediante concurso de duas ou mais pessoas ou uso de arma.

DENÚNCIA

De acordo com o estudo, antes de denunciar, é preciso ter em mãos o máximo de provas possível que comprovem a perseguição. Não é recomendado apagar mensagens, registros de chamadas, e-mails ou publicações. O próximo passo é fazer o boletim de ocorrência, informando às autoridades toda a cronologia da perseguição.