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A Cúpula dos Brics, que começou em Joanesburgo (África do Sul) na quarta-feira (25), marca o décimo encontro do bloco criado para fortalecer as cooperações entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Além de comemorarem os avanços da última década, os países pretendem fortalecer a parceria em ciência, tecnologia e inovação.
Para isso, o foco das discussões são os desafios do bloco para os próximos dez anos e a criação de uma estratégia capaz de inserir o Brics de forma competitiva na 4ª Revolução Industrial.
Um dos resultados esperados com os acordos é o avanço em pesquisas para áreas como a saúde. “Os Brics têm trabalhado para promover a pesquisa e o desenvolvimento de produtos médicos inovadores e proporcionar acesso a medicamentos de qualidade, a preços justos”, afirmou o presidente da República, Michel Temer, em artigo publicado na Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (26).
Durante a cúpula, está prevista a inauguração do Centro de Pesquisa em Vacinas do Brics, que ficará na África do Sul. Um memorando para fortalecer o intercâmbio de boas práticas, a troca de informações sobre marcos regulatórios e a prospecção de mercados da aviação regional também deve ser assinado. O encontro ainda servirá para definir a abertura do escritório regional do banco dos Brics para as Américas, em São Paulo.
10 anos de Brics
Chefes de Estado de cinco países se encontram em Joanesburgo para renovada reunião de cúpula do Brics – grupo de cooperação econômica formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Com integração crescente, o Brics chega a sua décima reunião de cúpula mantendo o compromisso de fomentar o desenvolvimento entre os países-membros e outras nações.
Relembre a trajetória do grupo:
2009
Linha do tempo – uma década de Brics
A aproximação entre as nações que compõem o Brics começou quatro anos antes. No entanto, foi apenas em 2009 que os chefes de estado se encontraram formalmente para a primeira reunião de cúpula em Ecaterimburgo, Rússia.
Novo membro
Na terceira reunião de cúpula, ocorrida em Sanya, na China, foi concretizada a entrada da África do Sul como membro do grupo, país de influência econômica no continente africano.
Na ocasião, os membros enfatizaram em documento a necessidade de aumentar a representatividade do Brics no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), de se incentivar o uso de energias renováveis e o uso pacífico da energia nuclear, entre outros pontos.
Infraestrutura
Em 2012, o grupo se reuniu na Índia e deu um passo importante: foram lançadas as condições para a criação do banco do Brics, com foco no financiamento em projetos de infraestrutura.
5ª reunião
No ano seguinte, começam as reuniões para tirar o banco de desenvolvimento do Brics do papel. Na ocasião, foi aprovada a constituição do Arranjo Contingente de Reservas, uma espécie de colchão para enfrentar períodos de pressões externas. O capital inicial desse mecanismo é fixado em US$ 100 bilhões.
Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)
Durante a sexta reunião de cúpula do Brics, em Fortaleza, os países-membros fecharam acordo em torno do banco do Brics, que passou a se chamar de Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), com sede em Xangai.
O capital subscrito do banco é de US$ 50 bilhões, podendo chegar a US$ 100 bilhões havendo autorização.
Desenvolvimento sustentável
A nona reunião do Brics foi realizada em Xiamen, na China. Durante o encontro, foram discutidos temas como a adoção da implementação da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável dos integrantes do grupo.
COM PLANALTO
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