O ministro da Educação, Camilo Santana, entra em ritmo de despedida do cargo com reconhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com um legado de avanços na educação pública, especialmente na alfabetização, combate à evasão escolar e ampliação da rede de ensino.
Com as ações desenvolvidas ao longo de três anos, Camilo construiu e consolidou uma imagem nacional. Acompanhe, no Jornal Alerta Geral, a leitura do jornalista Luzenor de Oliveira sobre a passagem pelo MEC, o presente e o futuro político de Camilo Santana.
Durante evento em Brasília, Lula destacou o desempenho do ministro e explicou a saída: “Meu querido companheiro ministro da Educação está nos deixando agora. Ele está pedindo para sair, porque tem campanha eleitoral. E ele, embora não seja candidato, quer participar da campanha”, afirmou.
PÉ-DE-MEIA E MAIS PROFESSORES
À frente do MEC, Camilo consolidou programas estratégicos, como o Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes na escola, o Mais Professores pelo Brasil e a expansão do ensino em tempo integral, além da retomada de obras de escolas, creches e quadras esportivas que estavam paralisadas há anos.
Um dos principais resultados foi o avanço na alfabetização. O Brasil superou a meta estabelecida para 2025, atingindo 66% de crianças alfabetizadas, acima dos 64% previstos. Para 2026, a meta é alcançar 67%.
EVOLUÇÃO NO ENSINO PÚBLICO
Os números mostram evolução consistente: em 2021, apenas 36% das crianças estavam alfabetizadas na idade certa; em 2023, o índice subiu para 56% e, em 2024, chegou a 59%, até alcançar o patamar atual.
Entre os estados com melhor desempenho estão Piauí, Acre, Paraíba, Goiás e Mato Grosso, além de Ceará, Paraná e Goiás, que alcançaram ou se aproximaram da marca de 80%.
Seis estados, por outro lado, não atingiram a meta de alfabetização: Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Ao comentar os investimentos na área, Lula ressaltou a importância das escolhas na gestão pública: “Governar é ter capacidade de decidir. Nós decidimos investir na educação, mesmo com limitações orçamentárias”, disse o presidente Lula, que, em 2026, deve terntar à reeleição.
