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O Governo do Estado do Ceará ampliou o território de atuação das iniciativas desenvolvidas dentro do programa estadual Pacto por um Ceará Pacífico e, neste sábado (22), inaugura a Unidade Integrada de Segurança 3 (Uniseg 3). A nova Uniseg integra os bairros Conjunto Ceará I e II, Genibaú e Granja Portugal e conta com uma Delegacia de Polícia Civil (PCCE), uma Companhia da Polícia Militar (PMCE) e um Quartel do Corpo de Bombeiros (CBMCE).

Agora, os moradores e frequentadores da região terão reforço na segurança pública e incentivo na propagação de ações pacificadoras em suas comunidades. A solenidade de implantação da Uniseg 3 será realizada pelo governador Camilo Santana, com a presença da vice-governadora Izolda Cela e de outras autoridades, como o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa. A terceira Unidade se junta as que já estão em funcionamento, desde o ano passado, com excelentes resultados, as Uniseg 1 (Vicente Pizon, Cais do Porto e Mucuripe) e Uniseg 2 (Meireles, Aldeota, Praia de Iracema e Varjota).

A área da Uniseg 3 é atendida pelo o 12º Distrito Policial, pela 1ª Companhia do 17º Batalhão da Polícia Militar (1ª Cia 17º/BPM) e pela 5ª Sessão de Bombeiro do 1º Grupamento de Bombeiro (5º SB / 1º GB). Para aprimorar o serviço ofertado à população, o efetivo e as viaturas empregados nas unidades foram reforçados. A delegacia conta com oito delegados, 15 escrivães, 26 inspetores e quatro viaturas. O contingente militar, que antes possuía 50 policiais, passa a ter 240 militares, com 13 viaturas e uma Base Móvel. Outra novidade é a implementação do policiamento em motocicletas, com nove veículos. O efetivo dos bombeiros atua com 30 profissionais, com uma viatura Auto Bomba Tanque (ABT – de combate a incêndio), uma de salvamento, uma viatura administrativa para vistorias técnicas e uma motocicleta utilizada em ocorrências de vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Para oferecer um espaço mais agradável e de melhor atendimento, o prédio do 12º DP passou por reformas e os veículos apreendidos, que estavam estacionados nos arredores do distrito (98 carros e 86 motocicletas oriundos de ações policiais), foram vistoriados previamente e retirados do local. As melhorias estruturais deram prosseguimento com nova pintura e limpeza do ambiente, reparações em ar condicionados, banheiros, na recepção do imóvel e iluminação no entorno. Também foi feita uma sinalização e identificação visual apontando a existência da Uniseg. A delegacia também é equipada com uma máquina de identificação criminal. O equipamento, que coleta os dados, as digitais e o registro vocal e de imagem dos presos, proporciona celeridade no processo de cadastramento criminal. Com a existência da máquina na unidade, os detentos não precisam ser deslocados até a Delegacia de Capturas e Polinter (Decap) para passar pelo procedimento.

As melhorias também alcançam áreas sociais nas comunidades. Existem três projetos do CBMCE na região: aulas gratuitas de judô na própria unidade; Projeto Bombeiro Saúde e Sociedade nas praças e espaços públicos (voltado para atividades físicas com idosos); e o Projeto Jovem Brigadista de Valor (JBV), que oferta práticas de combate e prevenção a incêndios e acidentes para jovens. Nas atividades bombeirísticas, os serviços de vistorias serão intensificados. A Pefoce também deverá oferecer capacitação e treinamento aos agentes de segurança pública para melhor atender às demandas da população, especialmente no tocante à preservação de local de crime.

A delimitação da extensão territorial da Uniseg em quatro bairros possibilita uma assistência mais direcionada por parte das Forças de Segurança aos fortalezenses. Com a redução da área circunscricional de atuação, os agentes de segurança podem desenvolver ações mais específicas e em uma região menor, o que favorece o cidadão, que é beneficiado com trabalhos melhor concentrados. Essa demarcação é estabelecida a partir da redefinição das áreas de atuação da SSPDS e suas vinculadas: Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Perícia Forense. Os bairros que compreendem essas unidades são beneficiados com reforço policial, delegacia, desenvolvimento de projetos sociais e de enfrentamento às drogas e à violência, entre outros, e a efetivação do policiamento comunitário, que busca aproximar o cidadão da Polícia no intuito de fomentar iniciativas que promovam a paz. As estatísticas criminais geradas pela Assessoria de Análise Estatística e Criminal (Aaesc) da SSPDS também contribuem no redimensionamento das áreas.

Polícia e comunidade

Com projetos sociais desenvolvidos dentro das comunidades, a Polícia Militar alcança crianças, adolescentes, adultos e idosos e os qualifica como agentes multiplicadores no enfrentamento à violência. Essa relação se dá pelo policiamento comunitário, que incentiva os moradores a desenvolver ações pacificadoras e a fomentar as ações de segurança nos bairros.

As melhorias da concretização do policiamento comunitário vão ainda mais além. Os serviços ofertados pela Polícia foram descentralizados de prédios e, agora, chegam de forma mais célere ao cidadão. Um dos exemplos é a Base Móvel, posicionada em pontos estratégicos e dotada de tecnologia para que vítimas possam registrar Boletins de Ocorrência Móvel (BOM) sem precisar ir ao prédio de uma delegacia. A assistência dada pelos órgãos de segurança pública também chega à casa das pessoas. Vítimas de violência doméstica, familiares de pessoas vítimas de homicídio e outros moradores receberão visitas do Grupo de Apoio às Vítimas de Violência (GAVV), do Ronda Maria da Penha e do Grupo de Segurança Comunitária (GSC). Os policiais que atuam nestas equipes são focados em realizar ações solidárias e no acompanhamento dos casos, dando apoio e orientações a quem precisar.

O objetivo do novo modelo de policiamento é criar vínculos entre os policiais e a comunidade, aumentando a relação de confiança mútua. Mas, para que estas ações sejam desenvolvidas, é fundamental o trabalho em conjunto entre as Forças de Segurança Pública e os moradores. Para isso, reuniões com representantes de Conselhos Comunitários de Defesa Social (CCDSs), de associações de moradores e com membros de outras entidades representativas serão feitas periodicamente.

Este policiamento não se limita a reuniões com líderes comunitários. A juventude também pode ser um agente participativo no processo de aproximação da Polícia com o cidadão. Pensando nisso, os policiais também vão realizar visitas de rotina em locais como instituições de ensino e religiosas, entre outras. Nas escolas, uma das iniciativas é o projeto Ronda Escolar – realizado por militares para garantir a segurança de alunos também no ambiente estudantil, com visitas e palestras educativas nos estabelecimentos de ensino, patrulhas nas adjacências e outros projetos sociais como o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). O programa tem o objetivo de orientar os alunos sobre assuntos relacionados ao uso de drogas e seus malefícios, além de combater o bulling e a violência doméstica, entre outras iniciativas.

Dentro dos serviços de Polícia Comunitária Especializada também está inserido o Grupo de Segurança Comunitária (GSC), que atua no conhecimento e aproximação das pessoas, com produção de relatórios com informações relevantes para a orientação dos demais serviços de policiamento territorial. O trabalho também conta com o Projeto Lutando Pela Paz, que oferece aulas de artes marciais gratuitas a crianças e adolescentes, ministradas pelos próprios militares; e com os Serviços Operacionais Especializados (SOE), que são efetuados pelos Batalhões de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), de Polícia de Choque (BPChoque) e de Polícia de Meio Ambiente (BPMA).

Com Governo do Ceará