Camilo Santana ganha força para assumir Casa Civil e se tornar um dos principais nomes do quarto governo Lula

O senador Camilo Santana (PT-CE) surge como um dos nomes mais fortes para ocupar posição estratégica no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após assumir papel de destaque na coordenação política da campanha do segundo turno, Camilo passou a ser cotado para comandar a Casa Civil, um dos ministérios mais importantes do Governo Federal.

A avaliação nos bastidores do PT é de que a atuação do senador cearense e do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), contribuiu para a reorganização da campanha que terminou com a vitória de Lula por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.

Camilo assumiu a articulação política, ampliou o diálogo com lideranças partidárias e tornou-se um dos principais porta-vozes da candidatura. Fonteles, por sua vez, ganhou espaço na estratégia de comunicação digital, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG).

CAMILO PODE ASSUMIR O CENTRO DAS DECISÕES DO GOVERNO

A possível indicação de Camilo para a Casa Civil é associada à sua experiência administrativa, construída durante dois mandatos como governador do Ceará, à passagem pelo Ministério da Educação e à capacidade de diálogo com diferentes forças políticas no Congresso Nacional.

Se confirmado no cargo, Camilo passaria a trabalhar diretamente com Lula na coordenação das ações do governo, na articulação entre os ministérios e no relacionamento político com o Legislativo.

A mudança, entretanto, envolveria a saída do atual ministro Rui Costa, ligado ao PT da Bahia, e dependeria das negociações para a formação da nova equipe presidencial.

RAFAEL FONTELES É COTADO PARA A FAZENDA

O governador do Piauí aparece, por sua vez, entre os nomes avaliados para assumir o Ministério da Fazenda.

Antes de chegar ao Governo do Estado, Rafael comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu o comitê nacional que reúne os secretários estaduais da área. É formado em matemática e possui mestrado em economia matemática.

Sua eventual ida para Brasília exigiria deixar o governo estadual, para o qual acaba de ser reeleito. Nesse cenário, o comando do Piauí passaria ao vice-governador Washington Bandeira, integrante de seu grupo político.

A composição também dependeria da definição sobre o futuro do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

SUCESSÃO DE LULA ENTRA NO HORIZONTE

Além da montagem do novo governo, as articulações envolvem uma questão de longo prazo: a sucessão política de Lula, que completa 81 anos nesta terça-feira (27).

Camilo Santana, Rafael Fonteles e Fernando Haddad aparecem entre os nomes mencionados nas discussões sobre possíveis sucessores do presidente dentro do PT.