Maio é o mês de conscientização sobre os tumores cerebrais, condição ainda cercada por estigmas e desinformação. Representado pela cor cinza, o movimento busca alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, os avanços no tratamento e os desafios enfrentados por pacientes e familiares diante de um dos tipos de câncer mais complexos da medicina.
Segundo dados do Global Cancer Observatory, mais de 321 mil novos casos de tumores no cérebro e sistema nervoso central (SNC) foram diagnosticados no mundo em 2022, com cerca de 248 mil mortes. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 11 mil novos casos a cada ano, entre 2023 e 2025, entre adultos e crianças. A incidência costuma ser maior em indivíduos brancos, enquanto a mortalidade é mais elevada entre homens.
Os tumores cerebrais são classificados como primários (originados no cérebro ou nas meninges) ou secundários (resultantes de metástases de outros cânceres, como pulmão, mama ou pele).
SINTOMAS
Os sintomas variam de acordo com a localização do tumor no cérebro e costumam ser progressivos. Entre os mais comuns estão:
- Dor de cabeça persistente, especialmente ao acordar ou ao se deitar
- Náuseas e vômitos sem causa aparente
- Convulsões em pessoas sem histórico
- Alterações de visão, audição, fala ou equilíbrio
- Perda de memória, confusão mental e mudanças de comportamento
- Fraqueza em um lado do corpo
TRATAMENTO
O tratamento do câncer cerebral depende do tipo, da localização e da gravidade do tumor, além da idade e condição clínica do paciente. A cirurgia continua sendo a principal estratégia com intenção curativa, sempre que possível, buscando a remoção máxima do tumor sem comprometer funções neurológicas importantes.
De acordo com a National Brain Tumor Society, a taxa de sobrevivência relativa em cinco anos para pacientes americanos com tumores cerebrais malignos é de 35,7%. No caso do glioblastoma, esse índice cai para apenas 6,9%. Contudo, esse número pode melhorar com acesso rápido ao diagnóstico, centros especializados e terapias de ponta.
PREVENÇÃO
A maioria dos tumores cerebrais não tem causa conhecida e, portanto, não são preveníveis. No entanto, fatores de risco incluem síndromes genéticas hereditárias, exposição à radiação ionizante ou até a infecções, como os linfomas.
