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Em dezembro, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e Guarda Municipal intensificarão ações da campanha “Se beber, não dirija”. No total, serão realizadas cerca de 3 a 4 blitze relâmpagos, por turno, em variados pontos da cidade, durante o período de alta estação.

Em cada blitz, são realizadas cerca de 150 abordagens. De acordo com o Disraeli Brasil, gerente de operações da AMC, os horários foram definidos também com base nas informações coletadas pelos órgãos sobre acidentes. “O objetivo é ter uma maior ocupação nos espaços públicos, seguindo estatísticas onde estão acontecendo esses acidentes. Esse período de final de ano há um aumento de festas e de confraternizações, e as pessoas acabam utilizando álcool em vários horários, não só durante a noite. Então, é importante atuar nesse período”.

A combinação entre o uso de bebidas alcoólicas e a condução de veículos continua sendo um dos maiores problemas relacionados à trânsito na Capital. De acordo com dados disponibilizados no último Relatório Anual de Segurança Viária de Fortaleza, o álcool é um dos fatores que influenciou a ocorrência de 12,7% dos acidentes que aconteceram na Capital, em 2016.

A Prefeitura apurou que, no primeiro semestre de 2017, cerca de 3,5% dos condutores que passaram pelo teste de bafômetro consumiram álcool- ou se recusaram a realizar o teste de alcoolemia- antes de dirigir.

Nos últimos quatro meses, a AMC realizou 13.532 testes de etilômetros, sendo 61 positivos para alcoolemia e 260 condutores se recusaram ao teste – a recusa é considerada uma infração gravíssima, recebendo as mesmas punições administrativas da pessoa que foi pegue dirigindo alcoolizado. No Brasil, é proibido conduzir veículo automotor com concentração igual ou superior a 0,30 miligramas de álcool por litro de ar alveolar. Disraeli acrescenta que, com a presença dos agentes na rua, a população irá refletir mais sobre o assunto e evitar o cometimento das infrações.

“A blitz chama a atenção e pode proporcionar até uma conscientização por parte das pessoas e trazer uma educação maior. A fiscalização também tem esse poder pedagógico de longo alcance”, ressalta.

Com informações do Diário do Nordeste