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Considerado um campo aberto para difusão de boatos, uma das redes sociais mais populares está sem regras definidas com vistas às eleições de 2018. Sem limites estabelecidos contra quem usa o canal, o WhatsApp deve se transformar em fonte de preocupação para a Justiça Eleitoral. O aplicativo ficou de fora da regulamentação da campanha política digital, apesar de já ser usado para divulgar pré-candidaturas — o que ainda não é permitido — e como veículo para disseminação de fake news.

Com mais de 100 milhões de usuários no Brasil, o Whatsapp é uma importante  plataforma de troca de mensagens. Em janeiro, o conselho consultivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trata sobre internet e eleições, debateu com as empresas de tecnologia, inclusive o WhatsApp, iniciativas que pudessem desencorajar a disseminação de notícias falsas por meio dessas plataformas.

Ao final do encontro, não houve deliberação e definição de metas, mas as empresas  se comprometeram a implementar soluções técnicas para isso. Segundo reportagem do Jornal O Globo, edição desta quarta-feira, no TSE, independente de uma regulamentação específica, já há o seguinte entendimento dos ministros no tribunal: qualquer manifestação, por redes sociais ou via WhatsApp, que venha a afetar a candidatura de alguém ou qualquer outro ilícito cometido, como abuso de poder econômico e propaganda irregular, será coibido.

“O WhatsApp mantém forte poder de penetração em todas as faixas etárias e de renda. Com isso, certamente deverá ser amplamente usada tanto para espalhar boatos e fake newspor pessoas mal intencionadas, quanto por candidatos para desmenti-los” — avalia Daniel Sampaio, da Benjamin Digital, em declarações ao O Globo.

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