O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer com maior incidência no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 53.810 novos casos devem ser registrados anualmente no país entre 2026 e 2028. O mês de setembro é marcado por campanhas de conscientização que reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados contra a doença.
Do total estimado, 26.270 casos devem ocorrer entre os homens e 27.540 entre as mulheres. Os números mostram que o câncer colorretal não é uma doença predominantemente masculina ou feminina.
FATORES DE RISCO
De acordo com o Inca, entre os principais fatores de risco estão hábitos relacionados ao estilo de vida, como tabagismo, sedentarismo, excesso de gordura corporal e consumo de bebidas alcoólicas. A ingestão frequente de carne vermelha e carnes processadas também está associada ao aumento do risco, assim como o baixo consumo de alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais.
Também merecem atenção os fatores genéticos e hereditários. Doenças intestinais crônicas, histórico pessoal ou familiar de pólipos adenomatosos e casos de câncer colorretal na família podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.
A colonoscopia é um dos principais exames utilizados na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal. O procedimento permite identificar alterações no intestino e remover pólipos que podem evoluir para um tumor maligno.
SINTOMAS
Entre os principais sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal, alternância entre diarreia e constipação, dor ou desconforto abdominal e sensação de evacuação incompleta.
Anemia sem causa aparente e perda de peso não intencional também podem estar entre os sintomas. Diante desses sinais, é importante buscar avaliação médica para investigação adequada.