Prevenção sem tabu: combater o preconceito é o primeiro passo contra o câncer de próstata

O câncer de próstata é um dos tipos mais comuns entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele em número de casos. A doença afeta uma glândula localizada logo abaixo da bexiga, responsável por produzir parte do sêmen, e está intimamente ligada ao sistema reprodutor masculino.

Por isso, é natural que o diagnóstico desperte dúvidas e preocupações, especialmente em relação à vida sexual e à fertilidade. Alterações na próstata, sejam benignas ou malignas, podem impactar o desempenho sexual, a função erétil e até o desejo. Os tratamentos — como a cirurgia, radioterapia ou o uso de medicamentos — também podem interferir temporariamente ou de forma mais duradoura na resposta sexual.


Mais do que um tema de saúde, o câncer de próstata ainda carrega tabus e medos, principalmente ligados à masculinidade. Falar sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento é essencial para quebrar estigmas e reforçar que cuidar da saúde também é um ato de autocuidado e confiança.


O médico urologista Rodrigo Braz explica que o câncer de próstata deve ser diagnosticado o mais rápido o possível, mas devido aos tabus, muitos homens deixam de procurar o urologista com medo de que o diagnóstico possa interferir na sua função erétil, na libido ou na “performance como homem”.


Segundo o urologista, o tabu vem de muitos anos atrás, quando se acreditava que os procedimentos deixariam o paciente com disfunção erétil, além do preconceito com o toque retal. Ele considera que as campanhas de conscientização sobre a saúde do homem se tornam mais comuns e esse preconceito vem diminuindo.