Canetas emagrecedoras pesam no bolso e dificultam continuidade do tratamento contra a obesidade

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Apesar de muito popularizado para tratar obesidade, o custo das canetas emagrecedoras ainda é um fator determinante para a adesão ao tratamento. Os médicos acreditam que cerca de 65% dos pacientes não conseguem manter a dosagem ou continuar com o método por não poderem comprar o medicamento.

A constatação está presente na análise feita pela Brace Pharma, que reuniu dados de diversas pesquisas, divulgada nesta quinta-feira (15). Ao todo foram entrevistados 1.067 médicos. Segundo eles, apenas 28% das pessoas aptas ao tratamento conseguem pagar para continuar o uso.

Os profissionais foram entrevistados por estudantes de medicina em fase final da IFEPEC/Febrafar. A pesquisa está incluída no relatório da Brace Pharma.

Popularização nas redes

Nas redes, as menções às canetas cresceram 86% em apenas seis meses.

A comparação foi feita entre o primeiro semestre de 2026 e o segundo semestre de 2025, e analisa conversas públicas em português coletadas pela ferramenta Brandwatch.

Canetas emagrecedoras ilegais

Pelo alto custo, muitos pacientes podem recorrer ao uso de medicamentos ilegais. Cerca de 91,4% das menções sobre canetas emagrecedoras incluem compra sem receita e conversas sobre conseguir acesso ao remédio.

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão vômitos, diarreia e constipação. Casos mais graves já foram registrados, como obstrução intestinal e laceração de esôfago por vômito.

A Anvisa também não recomenda o uso de medicamentos ilegais, pois os produtos não foram avaliados pela agência e podem apresentar riscos à saúde. O comércio ilegal de medicamentos injetáveis é crime previsto no Código Penal brasileiro.