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O deputado estadual Capitão Wagner, que descartou, oficialmente, uma candidatura ao Governo do Estado ou ao Senado, vai se filiar ao PROS e, nessa terça-feira (16), tinha almoço programado com dirigentes estaduais do PR, mas não apareceu no encontro que reuniu o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, o ex-governador Lúcio Alcântara, o ex-senador Luiz Pontes (PSDB) e o conselheiro do extinto TCM, Domingos Filho. Wagner se filia no próximo dia 25, às 9h, na Assembleia Legislativa, aos PROS. 

Roberto Pessoa confirmou, nessa segunda-feira, ao conversar com a reportagem deste site, que o Capitão Wagner estava saindo do PR. Wagner é candidato a deputado federal nas eleições deste ano, tem uma projeção de 350 mil votos e, com essa votação, pode eleger mais um aliado à Câmara Federal. Um partido ou uma coligação, para garantir uma vaga a Câmara Federal, precisa somar, pelo menos, 190 mil votos.

A votação acima desse número – o que se define como sobra, beneficia os demais candidatos do mesmo partido ou coligação. É nesses números que o Capitão pensa em construir uma bancada de aliados que o acompanhem e sejam leais. Wagner quer, também, se fortalecer para concorrer, em 2018, à Prefeitura de Fortaleza.

A ida para o PROS o dá liberdade para escolher outros nomes à Câmara Federal que serão beneficiados com a chamada sobra de votos  e, pela relação de lealdade, o acompanharão na atuação do PROS. Se permanecesse no PR, Wagner certamente iria trabalhar para eleger outros nomes com os quais não tem afinidade.

TRAJETÓRIA POLÍTICA

Com três disputas eleitorais e quatro anos, o Capitão Wagner tem ascensão meteórica na política do Ceará. Em 2012, elegeu-se vereador de Fortaleza com 43.655 votos, sendo, naquela legislatura, o mais votado. Em 2014, foi campeão de votos à Assembleia Legislativa ao garantir, com 194.239 votos, um mandato de deputado estadual. Em 2016, Wagner chegou ao segundo turno da corrida pela Prefeitura de Fortaleza e, no conflito final com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), somou 524.937 votos. Mesmo com esse capital de votos, Wagner descartou uma candidatura majoritária (senador ou governador) e optou por concorrer à Câmara Federal nas eleições deste ano.