O carnaval de 2026 deve impulsionar de forma expressiva a atividade turística no Brasil. A previsão é de que o setor fature R$ 18,6 bilhões em fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP).
Se confirmada, a marca será a melhor para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
SETOR ECONÔMICO
O desempenho reflete o momento positivo do setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e incentivam as viagens. Mesmo sendo ponto facultativo, o carnaval tradicionalmente movimenta toda a cadeia turística, com destaque para transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.
Além das grandes viagens, deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem significativamente para a economia local. Hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos se beneficiam do aumento do fluxo de visitantes.
GASTOS E DÍVIDAS
Apesar do forte consumo, os dados revelam um risco relevante: 32% dos foliões que pretendem gastar já possuem contas em atraso. Entre os endividados que planejam consumir, 67% estão com o nome negativado. O cenário se insere em um contexto mais amplo de inadimplência: cerca de 81,2 milhões de adultos estavam endividados no fim de 2025, o equivalente a quase metade da população adulta.
Outro fator que preocupa é a falta de planejamento financeiro. Quase metade dos consumidores ainda não definiu quanto pretende gastar, o que pode favorecer compras por impulso. Especialistas recomendam organização prévia para evitar que os gastos da folia comprometam o orçamento nos meses seguintes.
Informações – Correio Braziliense
