Carnaval: diversão com alerta para a proteção contra as ISTs

Foto: Reprodução/ Prefeitura de Fortaleza

A chegada do feriado de carnaval transforma cidades brasileiras em grandes pontos de encontro, com blocos de rua, eventos privados e deslocamentos intensos entre regiões. Esse aumento da interação social, somado ao consumo de bebidas alcoólicas, especialistas alertam para a criação de um ambiente propício para a elevação do risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), tema que mobiliza autoridades e profissionais de saúde às vésperas das festas.

Entre as ISTs mais registradas nesse período estão sífilis, HIV, gonorreia, clamídia, hepatites virais e HPV. Dados do Ministério da Saúde mostram que o país acumula mais de 1,1 milhão de casos de síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) desde 1980. Embora o país apresente redução gradual no total de novos diagnósticos, o crescimento das infecções entre jovens de 15 a 29 anos mantém o alerta para políticas públicas voltadas à prevenção e à testagem regular.

A sífilis segue como uma das infecções com maior expansão, atingindo homens, mulheres e gestantes. A doença pode apresentar sinais fora da região genital, como manchas pelo corpo, inclusive, nas mãos e nos pés, o que dificulta a identificação sem acompanhamento médico. “As grandes festas favorecem relações sexuais sem proteção e ampliam a circulação de agentes infecciosos entre pessoas que não se conheciam”, explica o médico infectologista Danilo Campos, da Rede Oto.

Sinais

O diagnóstico precoce é apontado como essencial para reduzir complicações e interromper a transmissão. Testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites são oferecidos na rede pública de saúde, mas sintomas, como feridas, corrimentos ou dores devem motivar busca imediata por atendimento, independentemente do período de festas.

Outro fator associado ao aumento das ISTs no carnaval é o uso excessivo de álcool, que pode comprometer decisões relacionadas à proteção. Profissionais de saúde recomendam planejamento, uso consistente de preservativos e realização de exames antes e após o período carnavalesco.

De acordo com o Ministério da Saúde, não há evidências epidemiológicas oficiais que indiquem crescimento percentual mensurável de ISTs associado especificamente ao período do carnaval.

Informações – Correio Braziliense