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Cicera Rodrigues (42) celebrou de um jeito diferente essa virada de ano. Pela primeira vez ela teve sua carteira de trabalho assinada, uma conquista que marca sua caminhada na busca pela independência e liberdade. “Eu nem sei dizer o quanto estou feliz e realizada por esta conquista, hoje tenho uma profissão, uma renda e o mais importante de tudo, minha liberdade”, conta Cícera, que chegou à Casa da Mulher Brasileira em busca de ajuda para romper com o ciclo da violência e alcançou muito mais, se tornou dona da sua própria história.

Cicera faz parte das mais de 119 mil mulheres que driblaram as estatísticas de feminicídio e conseguiram com o apoio da Casa da Mulher Brasileira romper o ciclo da violência. Nestes três anos e meio de funcionamento o equipamento não registrou nenhum feminicídio dentre as mulheres que buscaram atendimento. Deste total, 38.912 atendimentos foram realizados no ano passado.

Além dos atendimentos realizados pelo equipamento na Capital estão sendo construídas também três Casa da Mulher Cearense em Juazeiro do Norte, Sobral e Quixadá. A titular da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Socorro França, destaca que é urgente interiorizar esta política e levar o atendimento especializado para mais perto das mulheres cearenses.

“Construir as Casas da Mulher Cearense foi a forma que nós encontramos de chegar mais perto das mulheres que estão nos municípios mais distantes da Capital e também nos distritos mais longínquos das sedes de suas cidades. Mesmo em meio a pandemia, o governador Camilo Santana seguiu investindo na construção das Casas da Mulher Cearense, que, em Juazeiro do Norte já está com 72,55% da obra em andamento e nas cidades de Quixadá e Sobral, esse percentual é de respectivamente, 37,28% e de 26,42%”, destaca a gestora, lembrando que as Casas não só irão auxiliar as mulheres na quebra do ciclo da violência como também ofertar acolhimento e capacitação para que possam alcançar independência financeira e construir uma nova vida.

“Estes números de atendimentos, apesar de cruéis, demonstram que as mulheres estão perdendo o medo de denunciar, e que, na prática, o nosso equipamento é fundamental para preservar e salvar a vida das mulheres cearenses”, ressalta Daciane Barreto, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira no Ceará, que ainda pontua a importância de garantir um apoio, orientação, escuta qualificada e humanizada e o encaminhamento às instituições da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

“O trabalho que realizamos aqui na Casa vem sendo construído de forma coletiva e é um espelho para outros equipamentos, como é o caso das Casas da Mulher Cearense, que estão sendo construídas baseadas no modelo de funcionamento da Casa da Mulher Brasileira”, frisa a coordenadora.

Casa da Mulher Brasileira

Gerida pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), a unidade oferece acolhimento e encaminhamento de denúncias de forma ágil e especializada. O equipamento opera em rede, concentrando em um único lugar os serviços da Delegacia de Defesa da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público e Juizado Especial, além de funcionar 24 horas, todos os dias da semana.

A mulher que chega à CMB passa por acolhimento e triagem e atendimento psicossocial para, em seguida, ser encaminhada aos órgãos ou serviços disponíveis. O equipamento também oferta cursos de capacitação profissional dentro da Promoção da Autonomia Econômica, além de alternativas de abrigamento temporário e espaço infantil para as crianças que estejam acompanhando as mães em atendimento.

A Casa da Mulher Brasileira funciona na rua Tabuleiro do Norte com Rua Teles de Sousa, bairro Couto Fernandes, em Fortaleza. O contato pode ser feito através dos números (85) 3108 2996 / 3108 2997 / 3108 2998 / 3108 2999.

Informações e denúncias

Recepção: (85) 3108.2992 / 3108.2931 – Plantão 24h
Delegacia de Defesa da Mulher: (85) 3108.2950 – Plantão 24h, sete dias por semana
Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher: (85) 3108.2966 – Segunda a quinta, 8h às 17h
Defensoria Pública: (85) 3108.2986 – Segunda a sexta, 8h às 17h
Ministério Público: (85) 3108. 2940 / 3108.2941 – Segunda a sexta, 8h às 16h
Juizado: (85) 3108.2971 – Segunda a sexta, 8h às 17h
Brinquedoteca: (crianças de 0 a 12 anos) – Plantão 24h

(*)com informação do Governo do Estado do Ceará

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