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Caso seja eleito Presidente da República no próximo dia 28 de outubro, Jair Bolsonaro (PSL) quer viajar a Brasília para se encontrar com o presidente Michel Temer. A ideia é que ele se desloque na semana seguinte ao anúncio oficial, assuma pessoalmente a negociação da mudança de governo e apresente seus nomes para o grupo de transição.

No encontro, que deve ser promovido no Palácio do Planalto, Temer pretende entregar a ele uma espécie de cartilha, explicando as regras do processo e destacando as suas realizações. Segundo relatos, o presidente pedirá na reunião que Bolsonaro mantenha as duas iniciativas que considera as marcas de seu governo: o teto de gastos e a reforma trabalhista.

A equipe do candidato já se mostrou favorável a ambas, mas ressaltou que fará alterações pontuais para aperfeiçoá-las, como a criação de autorização legal para que os trabalhadores possam escolher seus sindicatos. Temer também defenderá a aprovação de uma reforma previdenciária, apesar de já admitir, em conversas reservadas, que não há clima político ou disposição parlamentar para votá-la neste ano.

“Quem deve fazer essa reforma é o novo Congresso Nacional e quem deve encaminhar ou não é o novo presidente”, disse o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Para coordenar uma equipe de transição de cinquenta pessoas, total ao qual legalmente tem direito de escalar, Bolsonaro irá sugerir o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), anunciado como eventual ministro da Casa Civil de sua gestão.

O grupo será nomeado pelo Palácio do Planalto em cargos comissionados com direito a salário e passagem de deslocamento à capital federal. A oferta de auxílio-moradia será analisada caso a caso pelo governo federal. Pelo decreto que regulamenta a transição, o novo presidente pode solicitar reforço na segurança. O ministro da Defesa também pode autorizar a utilização pelo presidente eleito de avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Nessa segunda-feira, 23, o presidente afirmou que pretende fazer um processo de transição para o novo governo de maneira “muito tranquila”. Em reunião, com a presença de ministros das áreas política e econômica, ele informou que a iniciativa será conduzida pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que concluirá nesta semana a formatação de documentos para entregar ao seu sucessor no Palácio do Planalto. “Nós faremos uma reunião muito tranquila em relação ao novo presidente. Os dados estão sendo equacionados e formatados”, disse.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo

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