Caso Helena: advogada afirma que morte da bebê foi causada por asfixia e critica julgamentos antecipados

A advogada Gleicy Kelly Leitão, que representa Francisco Ray, um dos investigados no caso da bebê Helena, afirmou nesta sexta-feira (17) que o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou a hipótese de estupro contra a criança.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a advogada declarou que a causa da morte da bebê teria sido asfixia e disse que outro suspeito teria se deitado acidentalmente sobre a vítima.

Segundo Gleicy, o resultado da perícia afastou uma suspeita que, de acordo com ela, vinha sendo tratada por parte da sociedade como uma certeza antes da conclusão dos exames técnicos.

“Desde o primeiro momento, minha posição foi exatamente a mesma: era preciso aguardar o laudo pericial. Nunca antecipei conclusões. Sempre defendi que somente a prova técnica poderia esclarecer os fatos”, afirmou.

A advogada também criticou os julgamentos feitos nas redes sociais antes da conclusão da investigação e disse ter sido alvo de ataques por atuar na defesa de Francisco Ray.

“Infelizmente, antes mesmo da conclusão da perícia, houve um verdadeiro linchamento virtual. Pessoas foram condenadas nas redes sociais, e eu também fui alvo de ataques simplesmente por exercer a advocacia”, declarou.

Gleicy afirmou ainda que o caso deve servir como reflexão sobre a importância da perícia e do devido processo legal.

“Que este caso sirva de reflexão: nenhuma sociedade faz justiça quando condena antes da perícia”, disse.

Francisco Ray, apontado como o “ficante” da mãe da bebê Helena, é um dos envolvidos investigados no caso. A defesa aguarda os próximos passos da investigação após a conclusão dos exames periciais.

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