Caso Isabelle: João Munhoz Neto pode deixar a prisão nesta semana

João Munhoz Neto pode ser solto nesta semana, em meio aos desdobramentos da investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, em Fortaleza. João está preso preventivamente desde o dia 22 de setembro, após decisão da Justiça mantida em audiência de custódia. O caso tramita sob segredo de Justiça, enquanto a Polícia Civil do Ceará continua reunindo depoimentos, analisando imagens de segurança e examinando dados de aparelhos eletrônicos para esclarecer as circunstâncias da morte.

INVESTIGAÇÃO

Até o momento, pelo menos 20 pessoas já foram ouvidas, entre familiares, amigos, funcionários e outras pessoas que tiveram contato com Isabelle ou João. Os investigadores também analisaram mais de 700 horas de imagens de câmeras de segurança. Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no pátio do condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza. João foi preso nove dias depois, após o avanço das diligências e dos depoimentos.

A investigação apura suspeitas relacionadas a possível violência psicológica e eventual induzimento ou instigação ao suicídio, além de circunstâncias posteriores à morte envolvendo aparelhos eletrônicos, o apartamento e a preservação de possíveis elementos de prova. A prisão preventiva, no entanto, não representa uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal de João. O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, afirmou que um eventual indiciamento dependerá da conclusão das investigações. A defesa de João nega as acusações e sustenta que não existem elementos que demonstrem participação dele na morte de Isabelle.