A morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, ocorrida no dia 13 de setembro, em um condomínio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE), ainda está envolta em mistério. Enquanto a família da jovem cobra por justiça, a Polícia Civil do Ceará ouve testemunhas e analisa câmeras de segurança que podem contribuir para a resolução do caso.
O que se sabe sobre a morte:
- Isabelle parou de responder às mensagens da mãe na noite de 13 de setembro. Naquela noite, ela foi encontrada morta no pátio do residencial onde vivia com o namorado e familiares dele.
- A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, só soube da morte no dia seguinte após ir até o local, depois de inúmeras tentativas frustradas de falar com a filha. Segundo Isorlanda, ela também foi bloqueada pelo genro.
- Quando chegou ao condomínio, a mulher soube que o corpo de Isabelle já estava no Instituto Médico-Legal (IML).
- Exames periciais identificaram lesões no corpo da vítima compatíveis com impacto contra o solo.
- Além disso, exames laboratoriais apresentaram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
- Imagens de câmeras de segurança também estão sendo analisadas pelos investigadores.
- A Polícia Civil do Ceará já colheu o depoimento de quatro pessoas, enquanto outras quatro oitivas estão agendadas. Os nomes das pessoas ouvidas não foram divulgados.
- O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, é procurado pela polícia.
Desabafo e pedido por justiça
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram nesse sábado (19/9), Isorlanda detalhou o que teria ocorrido desde o momento em que perdeu contato com a filha até receber a notícia da morte.
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Segundo ela, no domingo, Isabelle enviou uma mensagem e, mais tarde, a mãe tentou falar com a filha, mas não obteve resposta.
Na manhã seguinte, Isorlanda continuou tentando entrar em contato com Isabelle, mas novamente não teve retorno. Diante do silêncio, decidiu ligar para o namorado da jovem. Segundo a mãe, ele não atendeu às ligações e, posteriormente, a bloqueou.
Desesperada e com a sensação de que havia algo errado, Isorlanda decidiu ir até o condomínio. “Meu coração ficou apertado, porque mãe sente”, relatou.
Ao chegar ao local, ela recebeu da síndica a confirmação da morte da filha. Segundo Isorlanda, a mulher teria dito: “Sua filha morreu ontem à noite e o corpo já está no IML”.