Ceará atrai mais de R$ 600 milhões em novos investimentos industriais e prevê mais de 6 mil empregos

O Ceará confirma sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao manter, entre janeiro e julho de 2026, a segunda colocação no ranking nacional de exportações de calçados, tanto em valor comercializado quanto em volume embarcado, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. No período, a indústria calçadista cearense exportou US$ 84,8 milhões, com o envio de 15,7 milhões de pares para diversos países.

O desempenho fez com que o Estado respondesse por aproximadamente 19% de todo o valor exportado pelos cinco maiores estados exportadores de calçados do Brasil. Os resultados confirmam a competitividade da indústria local, que segue ampliando sua participação no mercado internacional e consolidando o Ceará como um dos principais polos calçadistas do país.

Durante entrevista ao Jornal Alerta Geral, nesta quinta-feira (27), a secretária-executiva da Indústria do Estado do Ceará, Brígida Miola, comentou os fatores que levam o Ceará a se transformar em uma das unidades da Federação mais competitivas do Brasil na produção calçadista.

“Essa grande competitividade vai desde a grande mão de obra qualificada que nós temos, a infraestrutura que também nós temos, a política de desenvolvimento regional que o Estado do Ceará tem atuado bastante e também na atração de novas indústrias calçadistas de todo o setor e também na expansão das indústrias que já existem aqui no nosso estado. Hoje, do ponto de vista de números, a indústria calçadista gera quantos mil empregos na Região Metropolitana de Fortaleza e no interior do Ceará? No total, nós temos mais de 65 mil empregos somente do setor calçadista em todo o Estado do Ceará. Então, são números que reforçam a importância dessa cadeia produtiva para o Estado do Ceará”, disse.

INVESTIMENTO NO CEARÁ

Conforme a secretária, o Ceará receberá grandes investimentos na área da indústria, com mais de R$ 600 milhões em investimentos e a geração de até 6 mil empregos.

“Especificamente para o setor calçadista, nós vamos ter aproximadamente quase 10 empresas interessadas em se instalar aqui no Estado, mas tem outras que já estão em processo de construção, como a NKS, no Cariri, com previsão para ficar pronta ainda este ano de 2026, gerando mais de 600 empregos, e a Malêia, em Granja, gerando mais de 400 empregos. Então, o que a gente consegue visualizar é uma política de desenvolvimento regional, é a interiorização do desenvolvimento econômico. Quando a gente consegue levar uma indústria para o interior, a gente não está levando apenas uma indústria, a gente está movimentando toda a economia local daquela cidade.

Então, nós temos grandes números para o setor calçadista e também para as outras indústrias. Portanto, a diversificação da economia também ajuda a gente a não sofrer impacto, como em Pentecoste, que você citou aí, que ocorreu um problema empresarial específico, mas que o Estado agiu rapidamente. E a Dilley, que é uma empresa que já é muito grande no mercado, ela tem um sinônimo de expansão muito grande, então ela foi e se instalou. Nós negociamos rapidamente com a Dilley, a Dilley já está lá, vai empregar agora 500 funcionários e, até 2027, 1.200 funcionários. É a estimativa que a Dilley emprega lá em Pentecoste. E, até 2027, a estimativa é que a Dilley gere até 1.200 empregos. Mas, este ano, o que nós acordamos foi que a Dilley gere 500 empregos”, disse.

EMPRESAS INSTALADAS

Além do setor calçadista, Brígida Miola disse que mais de 100 protocolos para a instalação de indústrias foram aprovados, diversificando a economia no Estado.

“Nós temos desde empresas de baterias interessadas em se instalar no Estado até o setor mais tradicional, como o próprio calçadista, como eu falei anteriormente. Essa diversificação faz com que a gente não dependa unicamente de um setor. Então, faz com que a gente tenha diversas cadeias produtivas operando dentro do Estado.

Nós temos empresas interessadas da cadeia de baterias, energia solar, energia eólica ainda também, por conta desse movimento que nós tivemos com o leilão de baterias que está ocorrendo. E também temos várias empresas interessadas do setor calçadista em expandir ou, então, em se instalar aqui no nosso Estado.

E o mais interessante é que são regiões que ainda não têm ou que já têm também, como Brejo Santo, Itapajé, Irauçuba, Pedra Branca. Então, várias regiões vão ser contempladas com novas indústrias em seu território”, disse.

Veja a entrevista na íntegra: