Em meio ao cenário de violência contra a mulher que ainda preocupa no país, o Ceará lançou um pacto estadual com a proposta de fortalecer o enfrentamento ao feminicídio e ampliar a proteção às vítimas.
A iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira (30), em Fortaleza, e reúne 16 instituições que vão atuar de forma integrada na construção de um plano de ações voltado à prevenção de agressões, responsabilização de autores de violência e garantia de assistência às mulheres.
A proposta partiu do presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, e da deputada Larissa Gaspar, e surge como mais uma tentativa de estruturar políticas públicas mais eficazes diante de um problema que persiste. Segundo Aldigueri, o lançamento do pacto representa um avanço no papel do Legislativo estadual no enfrentamento à violência de gênero.
O parlamentar também lembrou que, em 2025, foi criada na Assembleia a Comissão de Defesa e dos Direitos da Mulher, responsável por concentrar e analisar propostas voltadas à pauta feminina. Para ele, o novo pacto dá continuidade a esse movimento dentro do Parlamento.
A iniciativa no Ceará também segue uma diretriz nacional. Presente no evento, a secretária-executiva do Ministério das Mulheres,Eutália Barbosa, destacou que a proposta acompanha o Pacto Brasil pelo Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo Governo Federal neste ano. A expectativa é que ações semelhantes sejam adotadas por outros estados.

Além do lançamento, o evento também foi marcado por homenagens a lideranças femininas com atuação destacada na política e no Judiciário. Entre as agraciadas estão a ministra Kátia Arruda, a senadora Augusta Brito, a deputada federal Luizianne Lins, a ex-governadora Izolda Cela e a vice-governadora Jade Romero.
Ao comentar a homenagem, Augusta Brito destacou que o reconhecimento reforça a responsabilidade de seguir atuando diante de uma realidade ainda marcada por violência. A fala reflete o desafio apontado por especialistas: apesar de avanços institucionais, os casos de agressão e feminicídio seguem exigindo respostas mais efetivas do poder público.
Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Ceará
